Luiz, respeita Januário!, Por Pacheco Maia*
Por Política Livre
09/09/2023 às 18:28
Atualizado em 09/09/2023 às 19:12
Foto: Divulgação ECBahia/Arquivo

O refrão do clássico baião de Luiz Gonzaga vem à mente, quando leio o recado de Evaristo de Macedo para Rogério Ceni: "Trabalhar no Bahia não é desafio. É oportunidade, ambição, honra e crescimento profissional. É ser amado ou odiado por uma enorme e apaixonada torcida e ser observado por uma imprensa exigente. Aproveite, vença”.
É isso aí, Ceni! Se ligue nas palavras do mestre Evaristo, que traz no cabedal não ser apenas campeão brasileiro, comandando o Bahia em 1988. Tem seu nome escrito na história do futebol mundial, como o craque que foi no Flamengo, na Seleção Brasileira e na Europa, onde tornou-se ídolo do Barcelona e do Real Madrid também.
Em uma partida do Escrete Canarinho contra a Seleção Colombiana no Campeonato Sul-Americano de 1957, Evaristo foi o autor de cinco gols na goleada de nove a zero.
Depois do sucesso com a bola nos pés, formou-se em Educação Física e seguiu a vitoriosa carreira de técnico de futebol. No currículo, passagens pela Seleção do Brasil e grandes clubes como Fluminense, Grêmio, Vasco, Corinthians, Flamengo e o Bahia.
O Esquadrão de Aço é o time mais treinado por Evaristo. Foram sete temporadas. Ele abriu a série de conquistas em 1973 e montou a base do time que seria heptacampeão baiano. Talvez seja um dos poucos técnicos de futebol que tenha virado ídolo de uma torcida. Ele é inesquecível para a massa tricolor, que o ama.
Evaristo de Macedo fez por merecer a paixão tricolor pelo respeito, dedicação e profissionalismo com os quais comandou o Bahia. Não é à toa que o nome do centro de treinamento do clube é em homenagem a ele, que sempre soube extrair o melhor de seus jogadores.
A conquista do Campeonato Brasileiro de 1988, o segundo título nacional do Bahia, comprova o talento do mestre Evaristo. Ninguém imaginava que aquele time sem estrelas ao final da competição levantasse a taça. Brilhou a estrela do técnico que soube instilar nos jogadores autoconfiança e passar-lhes a estratégia vencedora.
Luiz, respeita Januário! Rogério Ceni, se ligue no recado de Evaristo de Macedo!
* Jornalista, Pacheco Maia foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Salvador.
