Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Geraldo Simões diz que é pré-candidato a prefeito de Itabuna e critica postura do próprio partido, o PT
Geraldo Simões diz que é pré-candidato a prefeito de Itabuna e critica postura do próprio partido, o PT
Por Política Livre
06/09/2023 às 14:44
Atualizado em 06/09/2023 às 14:44
Foto: Divulgação/Arquivo

O ex-deputado federal e ex-prefeito Geraldo Simões (PT) disse nesta quarta-feira (06) a este Política Livre que não há possibilidade de ele apoiar a candidatura à reeleição do atual chefe do Executivo municipal, Augusto Castro (PSD), no pleito de 2024. O petista assegurou que é pré-candidato a prefeito, mesmo sem ter, até aqui, o apoio do próprio partido.
"Uma parte boa do PT está comigo, mas não é o partido todo. Mas quando chegar a hora tenho certeza de que seremos majoritários. Tenho conversado com os partidos da base, e já há entendimentos avançados com o MDB, por exemplo. Mas tenho focado mais em conversar com a população, olho no olho. A gestão atual não cuida do povo e tem sido alvo de uma série de acusações", disse Geraldo Simões ao site.
Itabuna é uma das cidades onde o governador Jerônimo Rodrigues deve enfrentar dificuldades para unir os aliados em torno de uma única candidatura, mesmo o prefeito sendo filiado ao PSD, principal parceiro político do PT no Estado, e postulante à reeleição.
Como já mostrou o site, nos bastidores existe a especulação de que o PT e o governo têm planos de lançar a secretária estadual da Educação, Adélia Pinheiro, como candidata em Ilhéus com o apoio do PSD, que administra a cidade por meio do prefeito Mário Alexandre, já reeleito. Em troca, os petistas apoiariam Augusto Castro em 2024.
Em 2020, Geraldo Simões foi candidato contra Augusto Castro, que havia trocado o PSDB e a oposição pelo PSD e a base governista, sob as bençãos do senador Otto Alencar. Naquele pleito, MDB, Avante, Psol e PV também lançaram candidaturas.
"O PT não deveria pensar em apoiar um candidato que nunca foi do grupo do governo. O PT tem que pensar em si, também. Por conta de decisões equivocadas é que deixamos de ter 90 prefeitos e hoje temos 37. Caímos de dez para sete deputados federais e de 14 para oito deputados estaduais. O partido tem que procurar ter o maior número de candidatos a prefeito em 2024 para crescer. Se o pensamento do governador for só retribuir apoio, não teremos nenhum candidato", declarou Geraldo Simões.
O petista também acusou Augusto Castro de não ter apoiado Jerônimo em 2022, mesmo sendo de uma sigla da base. "Se o prefeito tivesse de fato apoiado o governador, o nosso adversário (ACM Neto, do União Brasil) não teria vencido aqui com a maior diferença percentual entre todos os municípios do Estado. Todo mundo na cidade sabe que toda a equipe da Prefeitura votou na oposição, inclusive no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa que é a realidade e nossa militância sabe disso".
Hoje, o presidente de honra do MDB, Lúcio Vieira Lima, publicou nas redes sociais uma pesquisa apontando que Augusto Castro tem a maior rejeição entre os pré-candidatos em Itabuna, com 31,26%, contra 13,81% de Geraldo Simões. Segundo do emedebista, o objetivo foi desmentir a "lenda urbana" de que o ex-prefeito é rejeitado pela população.
Vale frisar que Itabuna, que é a sétima maior cidade da Bahia, nunca reelegeu um prefeito.
