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Deputados da base do governo reclamam de críticas de parlamentares da oposição sobre segurança pública
Deputados da base do governo reclamam de críticas de parlamentares da oposição sobre segurança pública
Por Política Livre
11/09/2023 às 16:13
Atualizado em 11/09/2023 às 20:41
Foto: Juliana Andrade/Agência AL-BA

Na sessão ordinária desta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputados da base do governo e da oposição protagonizaram um debate sobre o atual cenário da segurança pública do estado. Entre os mais exaltados no discurso, o filho do vice-governador Geraldo Júnior, Matheus Ferreira (MDB), pediu para que os parlamentares contrários à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) "deixem de hipocrisia".
"Nas últimas semanas ouvimos críticas, palavras de baixo calão, mas aí eu me pergunto: qual o intuito? Nós entendemos a preocupação das vítimas, dos familiares, do anseio da população. Mas, acima de tudo, a hipocrisia nesta Casa não pode continuar reinando. Estão tornando palanque político. É muito fácil nós, deputados, colocar o paletó, a nossa gravata e viemos criticar o papel daqueles homens e mulheres que saem pela manhã e não sabem se vão retornar para as suas casa. Eu peço que antes de criticar, tragam uma solução, ou então, ao invés de colocar o paletó e uma gravata, que coloquem um distintivo no peito", disse Matheus Ferreira.
A fala do filho do vice-governador foi critica pelo deputado Robinho (União), que rebateu a declaração: "Eu vejo um colega chamar os deputados de oposição de hipócritas. Quando um deputado questiona a situação da segurança pública é hipocrisia? Eu acho que estou na inversão de valores. Devemos mostrar ao governo os erros para corrigir", disse Robinho.
Líder do governo na Assembleia, o deputado Rosemberg Pinto (PT) também criticou os oposicionistas, principalmente, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). O parlamentar sugeriu que o ex-gestor se candidatasse a deputado estadual para fazer os seus discursos, e afirmou que Neto pediu voto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem atribuiu a crise na violência.
"O ex-prefeito pediu voto para o ex-presidente, que incentivou o ódio, a violência. Ele deveria se candidatar a deputado estadual e subir aqui para fazer os seus discursos. Se nós temos hoje um crime nacionalizado em que as grandes facções coordenam o crime no Brasil inteiro foi sob a tutela do ex-presidente da República, que foi eleito com o voto do ex-prefeito de Salvador", disse Rosemberg.
