Aliados de Bolsonaro veem com pessimismo aval de Moraes à delação de Cid
Por Redação
11/09/2023 às 11:57
Atualizado em 11/09/2023 às 11:57
Foto: Geraldo Magela/Arquivo/Agência Senado

Talvez tenha sido Mauro Cid o primeiro militar a fornecer informações sobre um presidente, depois de servir como ajudante de ordens. De acordo com a avaliação de militares, não parece que Cid tenha aprofundado muito as acusações contra Jair Bolsonaro. A informação é do blog "Radar", da "Veja".
No máximo, como mencionado pelo advogado do delator - que, é verdade, tem variado suas versões constantemente - Cid auxiliou os investigadores a preencher as lacunas em andamento nas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), o que foi suficiente para que Alexandre de Moraes homologasse o acordo.
Apresentar fatos novos e evidências inéditas não é uma abordagem amplamente esperada dentro do Exército. Entretanto, entre os aliados de Bolsonaro no PL, a avaliação é muito mais pessimista e, em alguns aspectos, até catastrófica.
O simples fato de Moraes ter considerado o acordo satisfatório, dando sua aprovação ao negócio com a Polícia Federal, é um sinal de que tempos difíceis podem estar no horizonte imediato para Bolsonaro. Os apoiadores do ex-presidente ainda esperavam conseguir a libertação de Cid sem a necessidade de uma delação. A lealdade do ex-ajudante a Bolsonaro era uma espécie de "garantia" para os aliados do ex-presidente. Essa garantia se desfez quando Cid se viu diante da difícil escolha entre o "mito" e seu pai, além de sua esposa, que também estão envolvidos nas investigações.
