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Adolfo segue conselho de Otto e Wagner e deixa debate sobre sucessão na Assembleia "a posteriori"
Adolfo segue conselho de Otto e Wagner e deixa debate sobre sucessão na Assembleia "a posteriori"
Por Política Livre
21/09/2023 às 09:40
Atualizado em 21/09/2023 às 10:27
Foto: Divulgação

Duas das principais lideranças políticas da Bahia, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), não têm simpatia à ideia lançada pelo senador Ângelo Coronel (PSD) de um terceiro mandato consecutivo para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Menezes (PSD).
Segundo informações obtidas pelo Política Livre junto a lideranças do PSD e políticos próximos ao próprio Adolfo, Wagner e Otto consideram que um terceiro mandato consecutivo no comando do Legislativo baiano esbarra frontalmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema, além de exigir uma alteração, vista como inoportuna, embora seja o menor dos dois obstáculos, na Constituição estadual.
Os dois senadores teriam convencido Adolfo a deixar o tema para ser tratado "a posteriori", a partir de 2024 - a eleição para presidente da Assembleia só acontece em fevereiro de 2025. Wagner teria dito ao aliado, inclusive, que a Casa e a base do governo já sofreram desgastes demais quando da indicação da ex-primeira-dama Aline Peixoto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), feita a pedido do ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).
Segundo deputados da bancada do PSD, Adolfo teria sinalizado que não pretende concorrer ao terceiro mandato, embora outros aliados do presidente digam que a ideia não está totalmente descartada, e, mesmo sem a autorização do presidente, já preparam até a proposta de emenda à Constituição baiana. É quase que unanimidade na Assembleia que, se decidir concorrer, Adolfo seria imbatível, em função do respaldo político que construiu na Casa, e a questão seria só dar o primeiro passo.
O tema da sucessão na Assembleia não tem sido discutido pelo governador Jerônimo nas reuniões que têm mantido, desde a semana passada, com os deputados, por meio dos líderes ou das bancadas. Isso não ocorreu nem mesmo na conversa com o bloco do PSD, na última segunda-feira (18), e nem com o do PT, ontem (20). A oposição, por sua vez, tratou do tema em uma reunião, também na segunda, com o prefeito Bruno Reis (União). Ficou decidido que o assunto só deve ser discutido depois das eleições municipais, e que a minoria vai agir de forma conjunta, sem acertos individuais.
