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Apagão foi evento ‘extremamente raro’ e não tem relação com segurança energética, diz ministro de Minas e Energia
Apagão foi evento ‘extremamente raro’ e não tem relação com segurança energética, diz ministro de Minas e Energia
Por G1
15/08/2023 às 17:10
Atualizado em 15/08/2023 às 19:43
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (15), durante entrevista coletiva, que o apagão de mais cedo "não tem nada a ver com a segurança energética do Brasil".
O apagão, cuja causa ainda não foi explicada pelas autoridades, atingiu pela manhã 25 estados e o Distrito Federal. Só Roraima, por não estar ligado ao sistema nacional, não foi afetado.
"O ocorrido de hoje não tem nada a ver, absolutamente nada, a ver com o suprimento energético e a segurança energética do Brasil. Nós vivemos um momento de abundância dos nossos reservatórios", afirmou o ministro.
"Exatamente às 14h49 tivemos 100% do sistema restabelecido", completou.
Silveira disse ainda que o caso desta terça é "extremamente raro" de acontecer.
"O que aconteceu hoje é extremamente raro que aconteça, porque nós temos um sistema redundante. Para acontecer um eventos dessa magnitude, nós temos que ter tido dois eventos concomitantes, em linhas de transmissão de alta capacidade. Ou seja, é extremamente raro que aconteça o que aconteceu no episódio de hoje", argumentou.
O ministro ainda não explicou o que exatamente causou o apagão. Ele fala em "eventos" ocorridos no sistema.
"Os dados técnicos serão passados no momento adequado. Serão passados nas próximas 48 horas."
Um evento no Ceará e outro ainda em local não detectado
Silveira informou que o apagão foi causado por um "evento" no Ceará e outro em local ainda não detectado pelas autoridades.
"Foi um fato que causou a interrupção na Região Norte e Nordeste e, por uma contigência planejada do ONS, minimizou a carga das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, para que não houvesse a interrupção total dessas regiões", disse o ministro em entrevista coletiva.
"Um dos eventos já apontados pelo ONS aconteceu no Norte do Nordeste, mais precisamente na região do Ceará. O outro evento possível ainda não está detectado pelo ONS", completou Silveira.
