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'A deterioração da saúde mental da mulher é resultado da enorme pressão social', diz Ireuda Silva
'A deterioração da saúde mental da mulher é resultado da enorme pressão social', diz Ireuda Silva
Por Redação
31/08/2023 às 10:19
Atualizado em 31/08/2023 às 10:19
Foto: Valdemiro Lopes/Arquivo/CMS

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), foi ao Twitter nesta quinta-feira (31) repercutir uma pesquisa divulgada pela ONG Think Olga que trouxe à luz um quadro alarmante: 45% das mulheres brasileiras enfrentam ansiedade, depressão ou outros transtornos mentais, enquanto impressionantes 86% delas sentem-se sobrecarregadas com uma pesada carga de responsabilidades. O estudo, que entrevistou 1.078 mulheres entre 18 e 65 anos em todos os estados do país, destaca uma realidade perturbadora, onde a deterioração da saúde mental das mulheres está intrinsecamente ligada à crescente pressão social exercida sobre elas.
"A que podemos atribuir esse quadro alarmante? A resposta não é tão difícil. A deterioração da saúde mental da mulher é resultado da enorme pressão exercida sobre ela pela sociedade: pressão triplicada para provar competência, para dar conta de trabalhar fora sem descuidar do lar, pressão sobre a aparência física...", disse a republicana.
Uma pesquisa da ONG Think Olga divulgada nesta semana aponta que 45% das mulheres brasileiras sofrem com ansiedade, depressão ou outros tipos de transtornos. E 86% consideram ter muita carga de responsabilidades. Foram 1.078 mulheres entrevistadas, entre os 18 e os 65 anos.
— Ireuda silva (@ireudaoficial) August 31, 2023
"Isso sem contar as mulheres que vivem em contextos de assédio sexual e moral, de violência doméstica ou de abandono. Combater as diversas formas de violência é urgente, mas não basta: precisamos desconstruir a mentalidade machista que domina a sociedade e parar de exigirmos da mulher o que não exigimos do homem", pontuou.
Para Ireuda Silva, o cerne da questão reside na necessidade de combater não apenas as diversas formas de violência contra as mulheres, mas também em desconstruir a mentalidade machista profundamente enraizada na sociedade. Ela enfatiza a urgência de parar de impor às mulheres padrões que não são exigidos dos homens. "O mundo mudou. E não basta dizermos que todos temos direitos iguais - é nosso dever colocar isso em prática!", acrescentou.
