Mourão se distancia do depoimento e Mauro Cid na CPMI do 8/1
Por Augusto Tenório/Roseann Kennedy/Estadão
11/07/2023 às 14:01
Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) decidiu manter distância do depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (11). O general não pisou no plenário onde foi realizada a oitiva, no Congresso Nacional, para defender o ex-aliado, e se dedicou a outras agendas.
Mourão caminhou próximo ao corredor da CPMI, mas despreocupado. Por lá, defendeu a interlocutores a “genialidade” do tenente-coronel e classificou como uma “absurda” a sua prisão por uma “suposta fraude no cartão de vacinação”. O general disse que a oposição não ficou preocupada em momento algum, pois Cid ficaria em silêncio.
Mourão não faz parte do corpo do colegiado, mas bolsonaristas que não integram a CPMI, como o deputado Abílio Brunini (PL-MT), foram ao plenário para defender Mauro Cid. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filhos do ex-presidente, participaram, mas logo saíram do plenário.
Mourão foi um dos defensores da criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos golpistas realizados no dia 08 de janeiro. Na manhã desta terça-feira, 11 de julho, ele participou de outras comissões.
Ele é titular da Comissão de Segurança Pública e suplente da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Educação e Cultura, cujas sessões foram realizadas em paralelo à CPMI.
Outros membros da chamada “bancada militar” também não compareceram para defender o colega, como o deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ) e o senador Marcos Pontes (PL-SP), tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB).
