Dólar abre em queda após divulgação de dados de inflação no Brasil
Por Folhapress
25/07/2023 às 10:02
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

O dólar abriu em queda nesta terça-feira (25) após a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de julho, que veio melhor que o esperado pelo mercado, enquanto investidores ainda aguardam a decisão sobre juros nos Estados Unidos nesta semana.
Às 9h10, o dólar caía 0,26%, cotado a R$ 4,720.
O IPCA-15 teve queda de 0,07% em julho, apontam dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A baixa foi maior do que a mediana das projeções do mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam deflação (baixa) de 0,02%, após o leve avanço de 0,04% registrado pelo índice em junho.
O novo resultado marca a primeira baixa em dez meses, desde setembro de 2022. À época, o recuo havia sido de 0,37% sob impacto dos cortes tributários do governo Jair Bolsonaro (PL) perto das eleições presidenciais. Depois, houve nove avanços consecutivos.
Além disso, analistas consultados pelo Banco Central reduziram suas expectativas para a inflação de 2023 a 2025 e passaram a ver o dólar abaixo de R$ 5 este ano, mas mantiveram a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima semana.
Na sessão de segunda-feira (24), O dólar registrou queda de 1% e fechou em seu menor valor desde abril de 2022, cotado a R$ 4,733.
Já a Bolsa brasileira teve alta de 0,93% e terminou o dia aos 121.341 pontos, o maior nível desde agosto de 2021, com impulso de ações da Petrobras e da Vale.
Com a expectativa sobre os dados de inflação, os juros futuros registraram nova queda e deram fôlego à Bolsa brasileira. Os contratos com vencimento em janeiro de 2024 caíram de 12,71% para 12,69%, enquanto os para 2025 foram de 10,73% para 10,70%.
Já o Ibovespa registrou mais um desempenho positivo apoiado pelas ações da Weg, que registraram os maiores ganhos da sessão com alta de 7,22%. A empresa tem subido na Bolsa desde a semana passada após a divulgação de seu balanço corporativo mais recente, que veio melhor que o esperado.
Apoiaram o índice, ainda, altas de Petrobras (2,08%) e Vale (3,02%), que também ficaram na lista de mais negociadas da sessão. A petroleira foi apoiada pela subida do petróleo no exterior, enquanto a mineradora destacou-se após notícias sobre novos estímulos econômicos na China.
Na ponta negativa, as ações da IRB Brasil tiveram forte queda de 14,40% após a companhia ter divulgado um resultado pior que o esperado em maio. Com o anúncio do balanço, o BTG Pactual rebaixou a ação da IRB e recomendou venda, o que contribuiu para o movimento de baixa.
Ações de Bradesco e Itaú, que completam a lista de mais negociadas do dia, caíram 2,69% e 1,58%, respectivamente, e pressionaram o Ibovespa.
Além disso, quedas de empresas do setor de proteínas, como Marfrig (3,87%), BRF (2,27%) e JBS (1,38%), também limitaram os ganhos do índice, em dia de alta dos grãos na Europa . O registro de um caso de gripe aviária em Santa Catarina também vem derrubando o setor na Bolsa desde a semana passada.
