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Janja tem sido 'respeitosa' ao não se engajar no debate sobre indicação de mulher ao STF
Janja tem sido 'respeitosa' ao não se engajar no debate sobre indicação de mulher ao STF
Por Mônica Bergamo/Folhapress
05/06/2023 às 06:47
Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, não se engajou abertamente, até agora no debate sobre a indicação de uma mulher para substituir a ministra Rosa Weber no Supremo Tribuna Federal (STF). Ao contrário do que faz em outras áreas, ela não está opinando sobre o assunto com integrantes do governo.
De acordo com ministros e interlocutores de Lula (PT), a primeira-dama teria compreendido que a escolha de um magistrado para a Corte é questão complexa, que deve ser decidida exclusivamente pelo presidente e levando em conta diversos outros aspectos, e não apenas a questões de gênero.
Janja, segundo esses auxiliares, tem sido "respeitosa" diante da delicadeza do assunto. Pode até dar opiniões diretas a Lula, mas não quando os dois estão com outras pessoas do governo.
Além disso, a primeira-dama, que costuma opinar sobre diversas áreas do governo, não é especialista em temas jurídicos, e essa seria uma das razões que a levariam a ser mais contida no assunto. Janja não estaria interferindo nas escolhas ao STF —e de nenhum outro tribunal do país.
A expectativa, no entanto, é a de que ela passe a sofrer pressão de movimentos que consideram fundamental que Lula indique uma mulher para substituir Rosa Weber.
Questionada por meio de sua assessoria sobre a possibilidade de se engajar na campanha pela indicação de uma mulher ao STF, Janja não respondeu.
Na semana passada, a coluna revelou que as chances de Lula atender à demanda por uma escolha feminina é reduzida.
O presidente levaria a questão em conta —mas não teria proximidade suficiente com nenhuma mulher da área jurídica em quem pudesse confiar plenamente para fazer a indicação.
