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ICMS sobre compras em sites estrangeiros será de 17%, decidem estados

ICMS sobre compras em sites estrangeiros será de 17%, decidem estados

Por Bernardo Caram, Folhapress

02/06/2023 às 17:48

Foto: Divulgação

Acordo foi feito na terça, mas não há prazo para que decisão seja formalizada e colocada em prática

Os estados decidiram unificar em 17% a alíquota do ICMS que incide sobre compras feitas em sites estrangeiros de varejo, informou o diretor institucional do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados), André Horta, ressaltando que o percentual equivale à menor alíquota vigente hoje entre as unidades federativas.

O acordo foi feito em reunião do Comsefaz na terça-feira (30), mas não há prazo para que a decisão seja formalizada e colocada em prática. Para isso, um convênio precisará ser aprovado pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), composto por representantes dos estados e do Ministério da Fazenda.

Segundo Horta, a Fazenda já foi comunicada sobre a decisão e, apesar de não haver data para a deliberação, a nova regra deve ser formalizada em breve.

Com a medida, os estados buscam fazer parte da ofensiva do governo para fechar o cerco a sites estrangeiros de varejo. A Fazenda pretende lançar um plano de conformidade no qual essas companhias teriam liberação facilitada das mercadorias ao se comprometerem a recolher antecipadamente os tributos devidos sobre cada produto.

"Com uma mercadoria comprada sem nota o estado não tem como agir na segurança, na saúde pública, prejudica o mercado nacional. Tem muitas perspectivas de ganho, claro que é interesse nosso que seja efetivado o quanto antes", disse.

De acordo com o diretor do Comsefaz, atualmente cada estado tem sua própria tarifa de ICMS para essas operações, com alíquotas que variam entre 17% e 25%. Com a opção pelo patamar mais baixo, a medida poderá entrar em vigor imediatamente.

A Fazenda chegou a anunciar que iria extinguir a isenção de imposto sobre encomendas de até US$ 50 (R$ 248) enviadas do exterior ao Brasil, sob o argumento de que a regra vale apenas para envios entre pessoas físicas, mas é usada por empresas como subterfúgio para não pagar impostos.

Diante de forte reação negativa e pressão política, a pasta desistiu da ideia, passando a elaborar o plano de conformidade e prometendo intensificar a fiscalização. O plano segue em elaboração e ainda não foi anunciado.

Também é possível que o governo mude a alíquota do Imposto de Importação que incide sobre esses produtos. Atualmente, a cobrança é de 60% do valor da mercadoria.

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