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Petrobras diz que vai recorrer após negativa do Ibama para projeto de petróleo na foz do Amazonas

Petrobras diz que vai recorrer após negativa do Ibama para projeto de petróleo na foz do Amazonas

Por Folhapress

18/05/2023 às 18:15

Atualizado em 18/05/2023 às 20:16

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Petrobras

A Petrobras vai recorrer da negativa do Ibama sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas. A decisão do órgão ambiental sobre a perfuração da bacia foi tomada na noite desta quarta-feira (17) pelo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

A companhia afirmou, na tarde desta quinta-feira (18), que ainda não foi notificada oficialmente pelo instituto, e que vai encaminhar o recurso sobre o processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59.

A justificativa do Ibama para negar o pedido da petroleira foi a falta de informações no projeto. "Este ainda apresenta inconsistências preocupantes para a operação segura em nova fronteira exploratória de alta vulnerabilidade socioambiental", disse Agostinho no documento.

A Petrobras diz que atendeu a todos os requisitos do Ibama no Amapá e no Pará para a avaliação.

"Todos os recursos mobilizados no Amapá e no Pará para a realização da Avaliação Pré-Operacional (simulado para testar os planos de resposta à emergência) foram feitos estritamente em atendimento a decisões e aprovações do Ibama", afirma a empresa, em nota.

A pressão pelo projeto vinha da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e até do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, que se desfiliou na Rede, partido da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, após perder a disputa pela perfuração.

"É inegável que tenha altíssimo impacto ambiental, simbólico e político", disse a ministra sobre o projeto na segunda-feira (15), durante seminário organizado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O Ibama afirma que a região da bacia da foz do Amazonas é de extrema sensibilidade socioambiental por abrigar unidades de conservação, terras indígenas, mangues e grande biodiversidade marinha.

Segundo o órgão, a área abriga espécies ameaçadas de extinção, como boto-cinza, boto-vermelho, cachalote, baleia-fin, peixe-boi-marinho, peixe-boi-amazônico e tracajá.

"A Petrobras reafirma que a perfuração de poço objeto deste licenciamento está localizado a uma distância de 175 quilômetros da costa do Amapá e a mais de 500 quilômetros de distância da foz do rio Amazonas", diz a nota da companhia.

O processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59 foi iniciado em 4 de abril de 2014, a pedido da BP Energy do Brasil, empresa originalmente responsável pelo projeto. Em dezembro de 2020, os direitos de exploração de petróleo no bloco foram transferidos para a Petrobras.

A negativa de quarta-feira é a segunda a um projeto na região. A primeira aconteceu em 2018, após pedido de licença para cinco blocos sob o controle da empresa Total.

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