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No Tocantins, Lira chama de 'limpeza urbana' operação com 18 mortes

No Tocantins, Lira chama de 'limpeza urbana' operação com 18 mortes

Por Caue Fonseca/Folhapress

18/05/2023 às 21:55

Atualizado em 25/10/2025 às 03:41

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em evento no Tocantins com o governador Wanderlei Barbosa

Em visita a uma feira agropecuária no Tocantins, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), classificou como "limpeza urbana" a operação policial contra uma quadrilha de assaltantes que resultou em 18 mortes. "Como dizia o [Alberto] Fraga, o que aconteceu aqui não foi uma operação policial, foi uma limpeza urbana.

Bandido, quando não é na cadeia, é no lugar onde essa operação deixou", disse Lira nesta quinta (18) em discurso na abertura da Agrotins (Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins), em Porto Nacional (TO), citando o deputado federal Alberto Fraga (PL-DF). A Polícia Militar de Tocantins anunciou nesta quarta (17) o encerramento das buscas da Operação Canguçu, que mobilizou mais de 300 policiais de Mato Grosso, Tocantins, Pará, Minas Gerais e Goiás pela mata ao longo de 38 dias. Nesse período, 18 suspeitos foram mortos e 5 foram presos em diferentes confrontos.

Os policiais, segundo a PM, vão manter barreiras em estradas estratégicas. A Polícia Civil ainda investiga criminosos que podem ter dado apoio logístico aos bandidos em fuga. A força-tarefa teve início em 9 de abril, quando um grupo com mais de 20 pessoas tentou assaltar a empresa de transporte de valores Brinks em Confresa (MT), em uma modalidade de ataque que ficou conhecida como "novo cangaço" —quando um grupo fortemente armado ataca instituições financeiras para roubá-las em cidades pequenas do interior do país, intimidando moradores e autoridades. Os criminosos tentaram invadir a empresa explodindo um dos muros, mas não conseguiram acesso a nada de valor.

Com a ofensiva frustrada, eles deixaram a cidade, invadiram uma reserva indígena e foram até a margem do rio Araguaia, onde pegaram barcos previamente preparados para seguir em direção ao Tocantins pelas águas que circundam a região da Ilha do Bananal. Foram os indígenas que denunciaram a movimentação à polícia, dando início à caçada policial. Em 11 de abril, dois dias após a tentativa de assalto, a operação ganhou reforço de agentes de outros estados e auxílio de equipamentos como aeronaves e embarcações. Desde então ocorreram confrontos em Pium, Araguacema, Caseara e Marianópolis, todos municípios do Tocantins. Durante as fugas pela mata, criminosos se alimentaram de milho de plantações e usaram sacas do grão para ocultar pegadas. A Operação Canguçu também apreendeu armas, munições, coletes, luvas, balaclavas e capacetes a prova de balas, além de explosivos.

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