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Moraes libera visita de 38 senadores a Torres, mas barra Flávio Bolsonaro e Marcos do Val

Moraes libera visita de 38 senadores a Torres, mas barra Flávio Bolsonaro e Marcos do Val

Por Marcelo Rocha, Folhapress

05/05/2023 às 18:04

Atualizado em 05/05/2023 às 18:47

Foto: Marcos Corrêa/PR/Arquivo

Ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou 38 senadores a visitarem o ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres na prisão, mas barrou a ida de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Marcos do Val (Podemos-ES).

Relator das investigações sobre os ataques golpistas do 8 de janeiro, Moraes afirmou que "condutas" dos dois parlamentares são alvo de investigação em inquéritos que tramitam na corte.

"Indefiro, por sua vez, a visita dos senadores Marcos do Val e Flávio Bolsonaro, tendo em vista a conexão dos fatos apurados no presente Inquérito com investigações das quais ambos fazem parte", afirmou o ministro em decisão divulgada nesta sexta-feira (5).

Ex-ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PL), Torres é investigado por suposta omissão frente às ameaças de ataques golpistas. Na ocasião, ele comandava a pasta da Segurança do DF.

Ele está preso há quase quatro meses por determinação de Moraes. Ocupa cela em um batalhão da Polícia Militar. Pedidos de soltura já foram negados.

A defesa tentou, sem sucesso, liberdade para Torres. No fim do mês passado, na decisão em que manteve a prisão do ex-ministro, Moraes disse que o quadro probatório contra Torres não se alterou e não havia razões jurídicas para sua revogação ou substituição por medidas cautelares diversas.

Ele também apontou suposta conduta omissiva de Torres na permanência do acampamento dos manifestantes em frente ao quartel-general do Exército, localizado no Setor Militar Urbano de Brasília, e no risco gerado por ele nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Moraes acrescentou que houve depoimentos de testemunhas e apreensão de documentos que apontaram fortes indícios de sua participação na elaboração de uma suposta 'minuta golpista' e em uma 'operação golpista' da Polícia Rodoviária Federal para tentar subverter a legítima participação popular no segundo turno das eleições presidenciais de 2022".

A minuta golpista mencionada por Moraes é uma proposta de decreto para o então presidente Bolsonaro instaurar estado de defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O objetivo era reverter o resultado da eleição em que Lula saiu vencedor. Tal medida seria inconstitucional.

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