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Zelenski convida Lula para visitar a Ucrânia em conversa por vídeo

Zelenski convida Lula para visitar a Ucrânia em conversa por vídeo

Por Renato Machado/Marianna Holanda/Folhapress

02/03/2023 às 17:15

Atualizado em 02/03/2023 às 20:23

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na tarde desta quinta-feira (2) com o líder ucraniano, Volodimir Zelenski

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na tarde desta quinta-feira (2) com o líder ucraniano, Volodimir Zelenski, e recebeu um convite para visitar o país ora invadido pelas tropas de Vladimir Putin.

O diálogo ocorreu por vídeo, no Palácio do Planalto, e, segundo auxiliares palacianos, Lula teria sinalizado que aceitaria o convite em momento oportuno. Trata-se do primeiro contato entre o presidente e o líder ucraniano. Na ligação, o petista mostrou disposição em intermediar negociações em busca da paz.

"Tive uma reunião por vídeo agora com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Reafirmei o desejo do Brasil de conversar com outros países e de participar de qualquer iniciativa em torno da construção da paz e do diálogo. A guerra não pode interessar a ninguém", postou Lula em sua conta no Twitter.

Nas redes sociais, Zelenski disse ter agradecido o líder brasileiro pelo voto em favor da resolução da ONU que condena as "nefastas consequências humanitárias" da invasão da Ucrânia pela Rússia, exige a retirada das tropas de Moscou do país e se compromete com a promoção da paz na região.

O Brasil, que em outras votações sobre o conflito chegou a optar pela abstenção, dessa vez apoiou a resolução. O presidente ucraniano também afirmou que eles destacaram na conversa a importância do princípio da soberania e os esforços diplomáticos pela paz, algo já ressaltado em outras oportunidades.

O Brasil não quer ter qualquer participação no conflito, mesmo que indireta, e até agora negou o envio de munições à Ucrânia, em contraste com boa parte do Ocidente. Para Lula, os esforços internacionais até o momento foram infrutíferos para dar fim à guerra, que completou um ano no último dia 24.

No final de janeiro, o petista defendeu a criação de um grupo de países para negociar o fim do conflito. "Temos que criar outro organismo, da mesma forma que criamos o G20 quando ocorreu a crise [econômica] de 2008", disse Lula em entrevista coletiva na época.

A iniciativa brasileira é semelhante à apresentada em 2010, para intermediar a crise entre Irã e Estados Unidos, sobre o enriquecimento de material nuclear pelo país persa. O acordo nuclear negociado por Brasil e Turquia depois naufragou, quando os americanos o abandonaram e impuseram novas sanções.

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) disse que a conversa de Lula e Zelensky tratou sobre guerra e busca pela paz.

"O presidente brasileiro reiterou a disposição de participar de qualquer esforço para reunir um grupo de nações capazes de conversar com ambos os lados do conflito para promover a paz", diz o texto do Planalto.

Na semana passada, o Brasil apoiou a resolução aprovada pela Assembleia-Geral da ONU que condena as consequências "nefastas" da invasão. Em nota, o embaixador Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas, afirmou que o país votou a favor da resolução "devido à necessidade urgente de a Assembleia-Geral reafirmar seu compromisso inabalável de defender os princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade de alcançar a paz".

Antes dessa votação, o Brasil havia apoiado duas resoluções contra a Rússia no ano passado —uma que condenava a anexação de porções do território da Ucrânia e outra que condenava a invasão. Porém, um texto votado em novembro passado, que reconhecia a Rússia como responsável pela reparação da Ucrânia, não foi apoiado pelo Brasil.

O governo brasileiro também pretende manter um diálogo com as autoridades russas. O governo do presidente Putin afirmou entender as posições brasileiras adotadas recentemente, em relação ao conflito.

Essa foi a sinalização dada pelo chanceler russo Serguei Lavrov ao brasileiro Mauro Vieira, durante encontro entre os dois, às margens da reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, o grupo das 20 economias mais desenvolvidas do mundo, em Nova Déli, na Índia.

Lavrov confirmou que deverá vir ao Brasil em abril.

A guerra entre Rússia e Ucrânia completou um ano na sexta-feira (24), em meio a um impasse estratégico que não permite prever o seu término. Os russos lançaram seus primeiros mísseis e avançaram com tanques no território ucraniano, contando com que o conflito seria resolvido em poucos dias.

No entanto, a resistência das tropas da Ucrânia e cálculos estratégicos russos deixaram atrapalharam os planos de uma guerra rápida. A situação ainda tornou-se mais difícil para o presidente Vladimir Putin com o auxílio da Europa e Estados Unidos ucraniano, com mísseis e o envio de tanques de combate -- no caso da Alemanha.

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