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Aliados de Bolsonaro ficam sem nenhuma comissão no Senado após apoio a Rogério Marinho

Aliados de Bolsonaro ficam sem nenhuma comissão no Senado após apoio a Rogério Marinho

Por Thaísa Oliveira, Folhapress

08/03/2023 às 17:41

Atualizado em 08/03/2023 às 17:41

Foto: Pedro França/Agência Senado/Arquivo

Ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN)

Derrotados na disputa entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN), os partidos de oposição acabaram sem nenhuma das 14 comissões do Senado.

A instalação ocorreu nesta quarta-feira (8), após acordo entre os partidos que apoiaram Pacheco ou entregaram a maioria dos votos: PSD, MDB, PT, União Brasil, PDT, PSB e Podemos.

Mesmo com a segunda maior bancada da Casa, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do filho mais velho dele, senador Flávio Bolsonaro (RJ), não conseguiu a presidência de nenhuma das comissões.

O mesmo aconteceu com o PP e o Republicanos, partidos que apoiaram Marinho nas eleições ocorridas em 1º de fevereiro. Juntos, PL, PP e Republicanos abrigam oito ex-integrantes do governo Bolsonaro, além de Flávio.

Senadores dos dois blocos governistas afirmam que o grupo de Marinho fez uma campanha desleal contra Pacheco e assumiu o risco de ficar sem a presidência das comissões permanentes quando levou a candidatura adiante.

Durante a disputa, aliados do ex-ministro lotaram a caixa de e-mail dos senadores, ligaram para os gabinetes, mandaram mensagens e comentaram em publicações na Internet associando Pacheco ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Parlamentares aliados a Pacheco dizem ainda que uma única comissão nas mãos da oposição é capaz de gerar desgastes para o governo —e que os ministros de Lula já devem enfrentar obstáculos na Câmara dos Deputados.

Alvo de reclamação dos colegas, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ex-presidente do Senado, continuou na presidência da Comissão de Constituição e Justiça —a mais importante do Senado— por mais dois anos.

O também ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL) venceu o embate contra a bancada do PT e foi indicado para a presidência da Comissão de Relações Exteriores —que era cobiçada pelo petista Humberto Costa (PT-PE).

Já o nome de Vanderlan Cardoso (PSD-GO) foi confirmado para a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos, considerada a segunda mais relevante —um dos primeiros atos da comissão deve ser convidar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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