Pobreza da zona rural na China deve ser ponto mais crítico no combate à Covid
Por Igor Patrick / Folha de São Paulo
27/01/2023 às 09:25
Foto: Jian Biao/Xinhua

O pior já passou —ao menos agora. Com queda de 44,3% no número de pacientes graves com Covid e diminuição de 72% nas mortes diárias em relação à primeira semana do ano, a China parece ter deixado para trás o pico da primeira grande onda da doença desde a reabertura promovida em dezembro do ano passado.
Os dados foram revelados na quarta (25) pela Comissão Nacional de Saúde, segundo a qual houve redução no número de atendimentos nas salas de emergência e nas chamadas clínicas de febre, centros que recebem e tratam pacientes infectados com o vírus.
Vencida a primeira etapa, o foco agora deve ser a zona rural, onde a falta de médicos e de infraestrutura hospitalar é um problema crônico.
A China celebrou no fim de semana passado o seu primeiro Festival de Primavera pós-pandêmico. A data é famosa por representar a maior migração humana do planeta —de acordo com o Ministério dos Transportes, cerca de 2,1 bilhões de viagens foram realizadas em todo o país neste ano, o dobro de 2022. É, também, o momento em que a maioria dos trabalhadores migrantes deixa as grandes cidades e retorna para suas vilas de origem.
