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Derrite diz que não vai acabar com programa de câmeras em farda da PM em São Paulo
Derrite diz que não vai acabar com programa de câmeras em farda da PM em São Paulo
Por Folhapress
10/01/2023 às 11:27
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Em entrevista na manhã desta terça (10), o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite, disse que sua fala sobre rever o programa "Olho Vivo", que instalou câmeras em fardas da Polícia Militar, foi distorcida. "Não falei que ia acabar com o programa, distorceram minha fala. Que fique claro: não iremos acabar com o programa 'Olho Vivo', das câmeras, é compromisso meu e do governador", afirmou.
A declaração foi dada por Derrite em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo. Segundo o secretário, a proposta da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) é adicionar ferramentas como a identificação de placas de carros durante o patrulhamento e telemetria para localização precisa de agentes em campo.
A declaração sobre rever o programa, contestada pelo governador após repercussão, foi dada na última quarta (4), em entrevista à rádio Cruzeiro, de Sorocaba (SP), terra natal de Derrite.
"Nós vamos rever o programa. O que existe de bom vai permanecer. Aquilo que não está sendo bom e que pode ser comprovado cientificamente que não é bom -por isso a importância de analisar esse estudo da Fundação Getulio Vargas-, a gente vai propor ao governador possíveis alterações", afirmou Capitão Derrite, como é conhecido, que foi oficial da Rota (tropa da PM).
O secretário disse ainda que sua prioridade para a cracolândia é evitar que drogas cheguem à região. "Boa parte chega por pequenos traficantes, que levam sacolas dentro das estações de trem, de metrô e da CPTM."
Derrite disse que a cracolândia é prioridade na gestão Tarcísio e confirmou o nome de Jair Barbosa Ortiz para o comando da 1ª Delegacia Seccional Centro.
Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que "lagartos" assumiram o tráfico na cracolândia pouco antes da migração do fluxo de usuários do entorno da praça Júlio Prestes para a praça Princesa Isabel, no ano passado. "Lagarto" é um termo dado pela polícia aos dependentes químicos que gozam da confiança dos traficantes e que geralmente prestam serviços em troca de pequenas porções de crack.
Antes mesmo da migração, segundo os policiais, esses usuários passaram a ser responsáveis pela venda das drogas como forma de evitar que os traficantes fossem presos em eventuais ações policiais, que se tornaram constantes desde a deflagração da Operação Caronte.
