Questionado sobre cargo no governo, Mercadante se nega a responder
Por Lisandra Paraguassu/Folhapress
12/12/2022 às 17:30
Atualizado em 12/12/2022 às 17:30
Foto: Reprodução/Twitter

O coordenador técnico da transição de governo, Aloizio Mercadante, se recusou a responder se será indicado para comandar algum ministério ou estatal no próximo governo, após ser questionado por repórteres nesta segunda-feira (12).
Mercadante também afirmou desconhecer "qualquer iniciativa" por parte do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tomará posse em 1° de janeiro, de alterar a Lei das Estatais.
O dólar avançava mais de 1,5% frente ao real e o Ibovespa registrava queda superior a 2,5% após notícias colocarem Mercadante como cotado para assumir o comando do BNDES ou da Petrobras.
Segundo participantes do mercado, a nomeação de Mercadante sinalizaria uma política econômica mais desenvolvimentista do governo eleito, com possível expansão do gasto público para impulsionar o crescimento.
Aliado a isso, rumores de mudanças na Lei das Estatais também foram citadas por agentes financeiros como um dos motivos para a forte queda do Ibovespa.
Como Mercadante atuou na campanha de Lula, sua indicação para uma estatal poderia entrar em conflito com a legislação.
Isso porque a Lei das Estatais estabelece que "é vedada a indicação, para o Conselho de Administração e para a diretoria, da pessoa que atuou, nos últimos 36 meses, como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral".
