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Nunes Marques revoga liminar em decisão que garante Carlos Muniz na presidência da Câmara Municipal de Salvador
Nunes Marques revoga liminar em decisão que garante Carlos Muniz na presidência da Câmara Municipal de Salvador
Por Política Livre
17/12/2022 às 11:09
Atualizado em 17/12/2022 às 11:09
Foto: Nelson Jr./SCO/STF/Arquivo

O ministro Nunes Marques, relator da ação movida pelo União Brasil no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador para o biênio 2023/2024, revogou parcialmente a liminar que ele próprio concedeu em outubro passado a favor do pedido e determinando a realização de um novo pleito interno. O novo despacho foi publicado na noite desta sexta-feira (16) no site da Corte.
A nova decisão anula apenas a eleição do presidente e do terceiro-secretário, respectivamente Geraldo Júnior (MDB), que assume em janeiro o cargo de vice-governador, e Téo Senna (PSDB). Os dois foram reeleitos pela segunda vez para os mesmos cargos na Mesa
Com isso, não há mais determinação legal, mesmo que liminar, para a convocação de uma nova eleição na Câmara. Além disso, fica assegurada judicialmente a posse do vereador Carlos Muniz (PTB), atual primeiro-vice-presidente, no Comando da Casa no início da próxima legislatura.
O Política Livre revelou, nesta sexta (16), que já havia em andamento um acordo costurado entre Geraldo Júnior e o prefeito Bruno Reis (União) para garantir a posse de Muniz e da maioria dos demais membros da Mesa Diretora para o próximo biênio eleitos de forma antecipada em março deste ano, mesmo com a liminar de Nunes Marques (agora parcialmente revogada) e julgamento sobre o mérito da questão em andamento no STF - a decisão final ficará para o ano que vem.
