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Ministro da Justiça de Bolsonaro vai chefiar de novo Segurança Pública do DF

Ministro da Justiça de Bolsonaro vai chefiar de novo Segurança Pública do DF

Por Raquel Lopes, Folhapress

26/12/2022 às 14:22

Atualizado em 26/12/2022 às 14:22

Foto: Isaac Amorim/Divulgação

Anderson Torres deixou a pasta do governo de Ibaneis Rocha para assumir o ministério em 2021

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, voltará a chefiar a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Torres estava à frente da pasta do governo de Ibaneis Rocha (MDB) desde o início de 2019, mas deixou a secretaria para assumir o ministério em 2021.

A informação foi publicada no G1 e confirmada por membros do Governo do Distrito Federal.

A atuação da Polícia Rodoviária Federal no processo eleitoral consolidou Anderson Torres, chefe da pasta à qual o órgão está atrelado, como um dos principais aliados das investidas de Jair Bolsonaro (PL) contra o sistema eleitoral.

Sob a tutela do ministro da Justiça, a PRF descumpriu ordem do ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao aumentar a fiscalização de veículos de transportes de passageiros no dia do segundo turno da eleição.

A corporação também passou a ser questionada pela Justiça, e seu diretor-geral, Silvinei Vasques, virou alvo de pedido de inquérito, após esse mesmo empenho e essa ampliação do efetivo para o pleito não se repetirem nos dias seguintes, quando bloqueios promovidos por bolsonaristas inconformados com o resultado das urnas tomaram as rodovias do país.

Na sua trajetória como policial federal, Torres atuou em ações voltadas ao combate às organizações criminosas e à repressão ao tráfico internacional de drogas. Participou de investigações em conjunto com adidos de outros países em missão no Brasil.

No Congresso, assessorou o ex-deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR) em comissões da Câmara como a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Fiscalização Financeira e Controle, além de CPMIs (comissões parlamentares mistas de inquérito), entre elas a da JBS.

Nessas comissões da Câmara, Torres se aproximou de congressistas da chamada bancada da bala, um dos grupos de sustentação do governo Bolsonaro no Legislativo e que defende armar a população como política de segurança pública.

Criou laços de amizade também com o ministro Jorge Oliveira, do TCU (Tribunal de Contas da União), que por anos foi um dos principais auxiliares de Bolsonaro na Câmara e na Presidência da República. Oliveira foi um apoio importante para a escolha de Torres.

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