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'Houve rapidez para prender o assassino, mas não para proteger a vítima e evitar a tragédia', diz Ireuda sobre feminicídio em salão

'Houve rapidez para prender o assassino, mas não para proteger a vítima e evitar a tragédia', diz Ireuda sobre feminicídio em salão

Por Redação

23/12/2022 às 07:43

Atualizado em 23/12/2022 às 07:45

Foto: Divulgação

Ireuda Silva

A vereadora Ireuda Silva (Republicanos) demonstrou revolta com a tragédia que tirou a vida de mais uma mulher na tarde desta quinta-feira (23): Greice Kelly, de 26 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido, um policial militar, no salão onde trabalhava, localizado dentro de um supermercado em Salvador. Segundo relatos de amigos, ela já vinha sendo ameaçada e havia sido esfaqueada pelo agressor.

"Houve rapidez para prendê-lo quando aconteceu o pior, mas não para proteger Greice das ameaças que vinha sofrendo. Por que não o prenderam antes? Por que a Justiça não foi enérgica? Atenção, mulheres, vocês precisam entender: se estiverem vivendo essa situação, peçam ajuda, saiam, pois o final sempre é esse", diz Ireuda.

O Brasil teve um recorde de feminicídios no primeiro semestre de 2022, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foi uma média de quatro mulheres assassinadas por dia, um aumento de 10,8% em relação a 2019. Para Ireuda, grande parte desses casos poderia ter sido evitada. "A vítima de feminicídio carrega um histórico de ameaças e agressões. No entanto, mesmo quando a denúncia é feita, a Justiça não cumpre com seu dever e permite que o agressor fique livre para chegar às últimas consequências. Há um massacre em curso, e a impunidade tem contribuído para que vidas sejam covardemente roubadas", pontua a vereadora.

"Estávamos acompanhando um caso que precisamos interferir para resolver: a mulher teve o cabelo cortado a faca e estava em cárcere privado. Após conseguir sair da casa, ela passou a sofrer ameaças diárias de morte. Quanto ao agressor, só foi notificado devido à nossa ação. Ou seja, por pouco, essa mulher não virou mais um número nas estatísticas", relata.

Ireuda também chama a atenção para a saúde mental dos profissionais da segurança pública. São cada vez mais frequentes os casos de policiais cometendo assassinatos, violência doméstica e até suicídio. Para a republicana, essa pauta precisa se tornar uma política de Estado com urgência. "Homens desequilibrados dentro do sistema de segurança pública, sem tratamento psicológico, são um perigo para a vida do cidadão, da família e dele próprio. Não dá mais! Essa dor é da família e dos filhos de Greice, porque a dele em breve passa", acrescenta.

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