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Governo do DF diz buscar bolsonaristas e que irá responsabilizá-los por vandalismo

Governo do DF diz buscar bolsonaristas e que irá responsabilizá-los por vandalismo

Por Renato Machado e Alexa Salomão/Folhapress

13/12/2022 às 10:35

Atualizado em 13/12/2022 às 10:38

Foto: Pedro Ladeira/Arquivo/Folhapress

Governo do DF diz buscar bolsonaristas e que irá responsabilizá-los por vandalismo

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Júlio Danilo, negou na noite desta segunda-feira (12) que tenha havido falhas das forças de segurança para conter a ação dos bolsonaristas.

Disse que os autores dos atos de violências foram rapidamente reprimidos pela polícia, que teria chegado logo após o início das ações.

Júlio Danilo ainda acrescentou que agora será feito um trabalho de identificação dos participantes nos atos de vandalismo e que todas as pessoas que vierem a ser identificadas serão responsabilizadas.

O secretário foi questionado por jornalistas sobre a manutenção dos acampamentos bolsonaristas, onde estão muitos dos militantes que promoveram os atos de vandalismo e cujos integrantes pregam ações antidemocráticas. Júlio Danilo disse que eles serão "reavaliados".

"A questão da manutenção ou não do acampamento, essa é uma questão que vai ser reavaliada. Como eu disse, o acampamento se encontra em uma área militar, tem sido feito ali o controle dentro daquilo que cabe ao governo federal. A gente tem mantido a questão da segurança da área da circunscrição, o controle do trânsito, o controle da venda de ambulantes", afirmou.

"Agora se for realmente verificado, como eu disse, quem esteja envolvido em atos de vandalismo, tenha cometido crime hoje, será responsabilizado, onde esteja, se esteja no acampamento, se seja morador daqui, residente em Brasília, essas pessoas serão alcançadas", completou o secretário.

As cenas de violência ocorreram após um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) ir à sede da Polícia Federal protestar contra a prisão de José Acácio Serere Xavante, apontado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como um dos integrantes dos atos antidemocráticos na capital federal.

A PF cumpriu o mandado de prisão temporária contra José Acácio e o conduziu até a sede da corporação, na Asa Norte. A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

José Acácio participou, entre outros atos, de um em frente ao hotel onde Lula está hospedado durante a transição. O local teve a segurança reforçada após o confronto dos bolsonaristas com a polícia começar.

Por volta de 20h30, com a presença do líder indígena preso no prédio da PF, apoiadores de Bolsonaro tentaram invadir o local.

Após serem repelidos pela polícia, os manifestantes foram para outras vias da cidade e atearam fogo em ônibus e em carros. Eles ainda depredaram postes de iluminação e tentaram derrubar um ônibus de um viaduto.

Vestidos com camisas amarelas e bandeiras do Brasil, os bolsonaristas também quebraram veículos que estavam estacionados próximos ao prédio da PF.

Policiais que estavam no local reagiram e houve tumulto. Bolsonaristas arremessaram pedras; e bombas de efeito moral foram jogadas para tentar conter a depredação.

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