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Em relatório final, CPMI das Fake News aponta uso de publicidade estatal em canais de desinformação

Em relatório final, CPMI das Fake News aponta uso de publicidade estatal em canais de desinformação

Por Davi Lemos

21/12/2022 às 19:24

Atualizado em 21/12/2022 às 19:24

Foto: Agência Senado / Arquivo

Senador Angelo Coronel (PSD) e a deputada federal Lídice da Mata (PSB)

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) apresentou nesta quarta-feira (21) o relatório final da CPMI das Fake News, realizada por deputados e senadores, e dentre outros pontos afirma ter comprovado "a existência de inserção de publicidade em canais de comportamento desinformativo, incluindo diversos que já vêm sendo monitorados pela CPMI e/ou pelo STF". A comissão é presidida pelo senador Angelo Coronel (PSD)

A parlamentar destaca ainda que, "com base em uma amostra apenas parcial, que possivelmente não inclui os dados completos da Secom; que não integra informações do Banco do Brasil - empresa que é jum dos maiores anunciantes do país e que se nega terminantemente a liberar seus dados de publicidade por meio de mídia programática -; e que tampouco abarca as informações do SESI e do SENAI - entidades que também impediram o acesso a seus dados sobre investimentos em mídias programáticas -; foi possível identificar alguns milhões de impressões em sites, canais de Youtube e aplicativos de celular considerados inadequados".

O custo estimado com as impressões é, entretanto, baixo: R$ 83,8 mil. "Se, por um lado, o prejuízo financeiro não parece ser tão volumoso - embora qualquer centavo do cidadão precise ser gasto com o máximo de parcimônia possível -, por outro os prejuízos para a imagem do Governo Federal, das empresas estatais e dos entes paraestatais ao ter suas peças publicitárias veiculadas em canais inadequados é considerável".

Lídice considerou que as amostras que foram avaliadas pelo colegiado somente revelam uma fração do conjunto das verbas de publicidade aplicadas pelo Governo Federal. "Julgamos ser necessário o seguimento da busca e análise de dados referentes a investimentos em veiculação de publicidade em mídias de internet".

A parlamentar baiana destacou um efeito positivo dos trabalhos desenvolvidos: "A CPMI das fake news foi capaz de gerar importantes impactos no combate às notícias falsas e à propagação de discursos de ódio".

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