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YouTube cita desinformação eleitoral e corta receita da Jovem Pan

YouTube cita desinformação eleitoral e corta receita da Jovem Pan

Por Paula Soprana / Folha de São Paulo

23/11/2022 às 19:26

Atualizado em 23/11/2022 às 19:26

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Empresa diz que canais violaram regras da plataforma e também veicularam conteúdo nocivo e sensível

O YouTube decidiu cortar a receita publicitária de todos os canais da Jovem Pan na plataforma de vídeos. O Pingo nos Is, programa mais popular da emissora na internet, incorreu em "repetidas violações das políticas contra a desinformação em eleições e das diretrizes de conteúdo adequado para publicidade", segundo nota da empresa divulgada nesta quarta-feira (23).

Além de infringir as regras de desinformação do YouTube, que não permite conteúdos que aleguem fraudes nas eleições brasileiras de 2014, 2018 e 2022, a plataforma de vídeos do Google acrescenta que a emissora também violou normas relacionadas "a questões polêmicas e eventos sensíveis, atos perigosos ou nocivos, além de outras políticas de monetização".

Procurada pela Folha, a Jovem Pan ainda não se manifestou. Como qualquer criador de conteúdo da rede, a empresa pode contestar a punição em até 30 dias.

A decisão do Youtube foi tomada por conta própria, devido à violação das regras da plataforma, independentemente de ação judicial. Ele não revela quais vídeos levaram à suspensão da receita, mas a emissora já teve uma série de publicações derrubadas. Um dos casos mais sensíveis foi a exibição de uma reportagem sobre estupro sem tarja sobre a imagem da vítima.

Com a decisão, a emissora perde receita, em especial com o Pingo nos Is, que tem 5,4 milhões de seguidores no YouTube e se tornou o canal com viés de direita que mais cresceu no mandato de Jair Bolsonaro (PL), que inclusive recomendava o programa como fonte de notícias.

Segundo o YouTube, a desmonetização não impacta nas recomendações ou no alcance dos conteúdos, só na capacidade de receber dinheiro.

Durante a eleição, a Jovem Pan entrou no alvo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por suposto privilégio a Bolsonaro nas recomendações de vídeos. A ação, movida pela coligação do PT, ocorreu após a Folha divulgar um estudo do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que mostrava que a plataforma indicava a Jovem Pan a usuários novos da rede.

Na campanha eleitoral, o TSE concedeu direito de resposta a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na emissora e decidiu que a empresa não poderia usar inserções e manifestações dizendo que o petista mentia a respeito de ter sido inocentado pela Justiça. O caso levou o Pingo nos Is a ser exibido com uma tarja de "censura".

Após a eleição, a Jovem Pan demitiu grandes nomes da casa, como Augusto Nunes, Caio Copolla, Carla Cecato e Guilherme Fiúza, entre os comentaristas mais populares em grupos de conversa pró-Bolsonaro. A ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel pediu demissão. Guga Noblat saiu por não endossar que a emissora foi alvo de censura no caso do PT.

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