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STF marca julgamento sobre pedido de anulação de eleição da Mesa da Câmara Municipal de Salvador, mas imbróglio pode continuar
STF marca julgamento sobre pedido de anulação de eleição da Mesa da Câmara Municipal de Salvador, mas imbróglio pode continuar
Por Redação
29/11/2022 às 17:40
Foto: Valdemiro Lopes/CMS/Arquivo

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou a retomada do julgamento da ação, intitulada arguição de descumprimento de preceito fundamental, movida pelo partido União Brasil pedindo a anulação da eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Salvador para o biênio 2023/2024, ocorrida em março deste ano.
A legenda comandada na Bahia pelo ex-prefeito ACM Neto quer impedir que o vereador Carlos Muniz (PTB), primeiro-vice-presidente da Casa, assuma o comando do Legislativo a partir do início do ano que vem. Isso porque o edil é aliado e o primeiro na linha sucessória de Geraldo Júnior (MDB), que irá renunciar à presidência e ao mandato para assumir o posto de vice-governador da Bahia.
O ministro Nunes Marques, relator da ação no STF, já concedeu liminar em favor do União Brasil e da anulação da eleição. O julgamento não foi concluído ainda porque houve um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. Caso haja um novo pedido nesse sentido por outro magistrado, o Supremo só voltará a se debruçar sobre o tema em 2023, pois entra em recesso a partir do dia 18 de dezembro.
Um novo pedido de vistas pode gerar um impasse na Câmara. Na decisão liminar, Nunes Marques determinou que uma nova eleição para a Mesa Diretora fosse realizada em dezembro, mas o atual comando do Legislativo municipal tem se esquivado de tratar do assunto, apostando todas as fichas numa decisão favorável do STF.
O União Brasil alega, na ação, que, além de intempestiva, a eleição na Câmara feriu a jurisprudência do próprio STF, que admite apenas uma recondução sucessiva para o mesmo cargo na Mesa Diretora, dentro da mesma Legislatura ou não.
Geraldo Júnior se defende acusando o partido de ACM Neto de querer ganhar a disputa no "tapetão", visto que os vereadores da Mesa foram eleitos, segundo o edil, de forma legítima, até com votos de aliados do prefeito, que querem retomar o comando da Casa, tendo como candidato favorito à presidência o vereador Kiki Bispo (União).
