Novembro Negro: OAB da Bahia lança campanha para promover letramento racial
Por Redação
07/11/2022 às 16:48
Atualizado em 07/11/2022 às 16:48
Foto: Divulgação

Para celebrar o mês da Consciência Negra, a OAB da Bahia, por meio da Comissão Especial de Promoção da Igualdade Racial (CPIR) e da Comissão da Advocacia Negra, lança, no início deste mês de novembro, a campanha “Letramento Racial e Educação Antirracista para o Desenvolvimento da Advocacia”. A campanha tem como objetivos enfatizar a importância do letramento racial como instrumento de efetivação dos direitos humanos e proporcionar maiores avanços no exercício do direito de defesa através da promoção da igualdade racial.
Ao longo do mês, as comissões de demais órgãos da seccional realizarão atividades que trabalharão questões como o entendimento de como as relações raciais no Brasil afetam o exercício da advocacia, combate ao racismo institucional e garantia das prerrogativas profissionais - com enfoque nas ações de prevenção, conscientização e pertencimento, superando o ideário de atuação somente após o ocorrido.
A OAB-Bahia também disponibilizará aulas sobre educação antirracista e exercício da advocacia; palestras para conscientização sobre as violações de prerrogativas atravessadas pela questão racial e ainda lançará o projeto “OAB Gira Escola”, dando destaque às iniciativas da advocacia negra baiana.
A presidenta da CPIR, Camila Carneiro, falou sobre as metas da campanha. "A campanha do Novembro Negro este ano enfatiza a importância do conhecimento sobre as relações raciais enquanto motor de efetivação, prevenção e conscientização de toda a nossa classe. A educação é um instrumento de empoderamento e de transformação para a garantia da defesa dos nossos direitos e prerrogativas", afirmou.
O presidente da Comissão da Advocacia Negra, Jonata Silva, ressaltou a relação entre a igualdade racial e o efetivo exercício da advocacia. "O mês da consciência racial é um chamado a refletirmos sobre a pluralidade e importância da população negra no Brasil. Neste sentido, afirmar a importância da educação antirracista para o exercício da advocacia é ratificar o cumprimento do nosso juramento enquanto advogados e advogadas de defender os direitos humanos, a justiça social e o aperfeiçoamento da cultura jurídica", apontou.
