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Marta Rodrigues critica veto parcial a projeto de Carballal: "Retrocesso no combate ao racismo"

Marta Rodrigues critica veto parcial a projeto de Carballal: "Retrocesso no combate ao racismo"

Por Redação

01/11/2022 às 20:30

Atualizado em 01/11/2022 às 20:30

Foto: Divulgação

A vereadora Marta Rodrigues (PT)

A vereadora Marta Rodrigues (PT) disse nesta terça-feira (1) que o veto parcial ao projeto de lei do vereador Henrique Carballal, que determina a proibição dos termos "elevador de serviço", é um retrocesso na tentativa de combate ao racismo que o movimento negro e movimentos sociais vêm empenhando no país. A vereadora lembra ainda que o projeto é fruto de uma pauta da luta antirracista.

O projeto de Carballal propõe que todas as pessoas possam entrar em elevadores disponíveis. Apenas em caso de transporte de materiais, de obras e grandes cargas, houvesse termo específico "elevador de carga" para sua utilização.

"É um projeto que tem significância na luta antirracista, pois promove a mudança necessária e de paradigmas na nossa sociedade, uma forma de evitar qualquer forma de discriminação no acesso aos elevadores de todos os edifícios, em virtude de raça, sexo, cor, origem, condição social, idade, relação empregatícia, presença de deficiência ou doença não contagiosa. O PL tinha sido aprovado na Câmara em março, o prefeito vetou, mesmo a Câmara, o movimento negro e diversas entidades terem sido favoráveis a aprovação por entender a importância desse projeto e a mudança que ele promove", declarou.

Para a petista, o veto ao PL em novembro, mês em que se celebra a "Consciência Negra", é uma demonstração da longa caminhada para combater o racismo. "Salvador, cidade mais negra fora de África, com maior contingente de população pobre, que sofre diariamente discriminação em elevadores no cotidiano, seja de trabalho ou não, deveria ter a Câmara Municipal como parceira na luta antirracista e em comunhão com todos os princípios e projetos que visam combater o racismo. É um retrocesso o veto ao projeto e por isso toda oposição e o bloco independente da Casa votaram contra" disse.

A vereadora afirmou ainda que o uso do termo “elevador de serviço” e "elevador social" é ultrapassado e racista. "Era preciso a votação nominal dada a importância do tema e pela relevância do novembro negro. Esta é uma pauta importante, faz grande diferença. O movimento negro e os movimentos sociais já haviam se manifestado em protesto contra a decisão do prefeito Bruno Reis em setembro de não aprovar o projeto. Isso mostra a importância de elegermos também representantes que tenham compromisso real com o povo negro, e que não só utilizem a pauta pra tentar se eleger com afro oportunismo", pontuou.

"Temos que acabar com a herança escravista, colonialista que insiste em nossa sociedade e a Câmara representa a população em sua maioria, que é negra", acrescentou.

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