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Jornalistas são hostilizados e PL permite investigados por atos antidemocráticos em coletiva

Jornalistas são hostilizados e PL permite investigados por atos antidemocráticos em coletiva

Por Juliana Braga, Folhapress

22/11/2022 às 18:00

Atualizado em 22/11/2022 às 18:00

Foto: Reprodução

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, durante coletiva

Jornalistas foram hostilizados na entrada do prédio onde o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a levantar suspeitas infundadas sobre a urna eletrônica.

O partido permitiu a entrada e a permanência entre os profissionais da imprensa de investigados no inquérito que apura atos antidemocráticos.

Estava presente, por exemplo, o youtuber e deputado eleito Gustavo Gayer (PL), investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por disseminar notícias falsas e com as contas em redes sociais suspensas por determinação do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes.

Também estava lá o jornalista Wellington Macedo, preso em 2021 por participar da organização de atos antidemocráticos no 7 de Setembro. Ele participou da coletiva com tornozeleira eletrônica.

Um dos responsáveis pelo canal Hipócritas, espécie de Porta dos Fundos bolsonarista, participou e ficou filmando os jornalistas que trabalhavam após a conclusão da entrevista.

Na porta, um grupo de mais ou menos 50 pessoas bloqueava a passagem de jornalistas e perguntava a qual veículo pertenciam os profissionais para permitir a passagem.

Vários foram xingados e constrangidos. Apenas um segurança permanecia do lado de dentro do prédio, ao lado de uma assessora de imprensa. Não foi disponibilizada outra entrada, nem garantida a saída dos profissionais após o pronunciamento.

A assessoria de imprensa do partido diz que não convidou os manifestantes, mas, do lado de fora, eles afirmavam que tinham recebido o convite por mensagem de celular de grupos bolsonaristas.

Como o Painel antecipou, Valdemar anunciou nesta terça-feira (22) uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo para serem desconsiderados votos de urnas eletrônicas consideradas "comprometidas".

O dirigente partidário não respondeu perguntas. Não esclareceu, por exemplo, se a inconsistência anularia a eleição dos 99 deputados da sua bancada, por exemplo.

Em despacho logo após o recebimento do pedido, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, determinou que os autores aditem o documento para que ele possa abranger ambos os turnos das eleições. O PL, partido de Bolsonaro, foi o partido que elegeu a maior bancada de deputados à Câmara no primeiro turno das eleições.

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