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Carla Zambelli diz que irá à Comissão de Direitos Humanos da OEA após ter redes suspensas
Carla Zambelli diz que irá à Comissão de Direitos Humanos da OEA após ter redes suspensas
Por Thiago Amâncio / Folha de São Paulo
05/11/2022 às 07:10
Atualizado em 05/11/2022 às 07:10
Foto: Reprodução

Após ter bloqueadas suas redes sociais por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirma que vai apresentar uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos por censura.
Foram suspensas as contas da deputada no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, Telegram, TikTok, Gettr, WhatsApp e Linkedin no Brasil.
Nos Estados Unidos ainda é possível acessar as redes ligadas à parlamentar, mas não há publicações recentes.
Segundo a ordem, Zambelli usou suas contas em redes sociais para incentivar a recusa dos resultados da eleição presidencial que Jair Bolsonaro (PL) perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atos antidemocráticos com pedidos de golpe militar.
Zambelli está nos Estados Unidos e disse em vídeo compartilhado por apoiadores em redes sociais que deve apresentar a denúncia à CIDH, que tem sede na capital americana, Washington, na próxima terça-feira (8).
Zambelli está nos Estados Unidos e disse em vídeo compartilhado por apoiadores em redes sociais que deve apresentar a denúncia à CIDH, que tem sede na capital americana, Washington, na próxima terça-feira (8).
Zambelli viajou aos Estados Unidos sem aviso prévio e foi acusada de ter "fugido do Brasil" por opositores. À coluna Mônica Bergamo na quinta (3) ela negou que tenha fugido e afirmou que não informou a viagem justamente por estar sem acesso a redes sociais.
"Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas", afirmou. Ela é uma das figuras políticas do bolsonarismo com maior engajamento nas redes.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem enviado desde segunda (31) uma série de ordens judiciais às plataformas determinando a remoção de grupos de WhatsApp e Telegram com convocação para paralisações nas estradas e pedido de uso das Forças Armadas para um golpe militar.
Um movimento similar ocorreu nos Estados Unidos após a invasão do Congresso em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do então presidente Donald Trump, insuflados pelo republicano, tentaram impedir à força a confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial.
Na ocasião, Trump perdeu acesso a todas as redes sociais, e precisou criar uma plataforma nova para se comunicar com seus eleitores. A diferença, porém, é que nos EUA a iniciativa partiu das próprias redes sociais, e não da Justiça.
Na véspera da eleição, Zambelli sacou uma arma e perseguir um homem junto com seus seguranças até dentro de um bar em São Paulo, após ter sido xingada. Deputados do PC do B pediram à Justiça Federal que a autorização de porte de armas da deputada seja suspensa por suposta "falta de condições psicológicas mínimas".
