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Deputado Jacó visita horta com cisterna em Periperi e exalta potencial para agricultura orgânica
Deputado Jacó visita horta com cisterna em Periperi e exalta potencial para agricultura orgânica
Por Redação
15/09/2022 às 13:10
Atualizado em 15/09/2022 às 22:49
Foto: Divulgação/Ascom

A primeira horta comunitária com cisterna de placa em área urbana de Salvador está funcionando desde o mês de julho no Centro Comunitário São José Operário, no Alto da Bela Vista (Periperi, Subúrbio Ferroviário). O projeto recebeu a visita do deputado estadual Jacó (PT) e do chefe de gabinete, Ivan Alex, no último dia 12, além de assessores e da coordenadora executiva da CDA, órgão ligado à SDR, Camila Batista. Construída em regime de mutirão, a obra contou com o auxílio técnico da Barriguda e do Centro de Assessoria do Assuruá, ONGs que trabalham com agricultura familiar nos territórios de Irecê e Chapada Diamantina.
Para Jacó, técnico em agroecologia egresso do CAA e da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), a visita foi uma grata surpresa. "Salvador tem espaço e potencial para mais projetos como esse, porque aqui chove demais, temos terra boa e áreas ociosas. Esse é um piloto para se desenvolver a percepção das pessoas e pensar a agricultura urbana voltada para a produção de alimentos a partir da captação da água de chuva, um enfoque que trabalhamos muito no semiárido".
Cerca de 120 famílias são atendidas pelo Centro Comunitário São José Operário, e serão elas as grandes beneficiárias da obra, explica a coordenadora, dona Lúcia Laureana. Antes da construção da cisterna de placas - um reservatório com capacidade para armazenar até 50 mil litros de água, semienterrado e cilíndrico -, ela conta que já existia uma horta no espaço formado por igreja e escola para crianças e jovens de 4 a 13 anos de idade. A pandemia de Covid-19 paralisou as atividades, até que coincidiu de o padre Antonio Oliveira sugerir a revitalização do lugar e Lúcia, que estudava gestão ambiental na faculdade, ter a mesma ideia.
"Conseguimos reunir a comunidade e, com a ajuda da igreja católica e de setores dos movimentos sociais, fazer mutirões para limpar o terreno. Depois da cisterna, as pessoas estão mais acessíveis e confiantes, e com isso aproveitamos para debater sobre a importância que tem a gente valorizar a água, cuidar mais da natureza e do que comemos, além de incentivar outras pessoas a levarem mudas para plantar. Temos na horta coentro, salsa, acerola, limão, laranja, quiabos, rúcula, couve e outros plantios. O próximo passo é definir para quem e onde vamos vender e criar uma cooperativa para cada um assumir uma função", diz a líder comunitária.
Por ser um projeto inserido dentro de uma área de grande densidade populacional e problemas como a violência, Lúcia Laureana também fala do desafio em sensibilizar famílias, professores e jovens para o tema da educação ambiental. "É conscientizar que o produto orgânico deve ser introduzido na dieta desde cedo pois isso é sinônimo de melhor saúde e envelhecimento".
Oriundo da Barriguda, o vice-presidente do PT-BA e assessor no mandato Sebo nas Canelas, Gutierres Barbosa ficou otimista com a possibilidade de reproduzir a cisterna urbana em mais áreas de Salvador. "Desde a sua fundação, a Barriguda é conhecida pela assessoria prestada aos agricultores no que se refere à convivência com o semiárido e produção agroecológica, sempre pensando na sustentabilidade. A captação da água de chuva é importante por causa do reuso da água que seria desperdiçada. Em Salvador, com a incidência maior de chuva, existem condições mais propícias para plantio e qualidade maior na produção orgânica".
