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Piso salarial de agentes de endemia volta a esquentar clima de sessão da Câmara de Salvador
Piso salarial de agentes de endemia volta a esquentar clima de sessão da Câmara de Salvador
Por Davi Lemos
23/08/2022 às 16:26
Atualizado em 23/08/2022 às 16:26
Foto: Reprodução / Facebook

A Câmara Municipal de Salvador, na sessão realizada na tarde desta terça-feira (23), voltou a ser palco de tensão entre vereadores de situação e oposição devido aos debates sobre o piso salarial dos agentes de endemia e a derrubada de veto do prefeito Bruno Reis (UB) que garantiria aos agentes um salário total, com acúmulo de gratificações, de R$ 6.681,47.
No momento da chamada Tribuna Popular, a agente de saúde Marizete Pires se dirigiu aos vereadores da base do prefeito como traidores, o que foi repetido, com gritos, por dezenas de agentes que ocupavam as galerias da Casa. A prefeitura afirma que pode chegar a pouco menos de R$ 3,4 mil.
"É isso que vocês são: traidores. Vamos ficar na cola de vocês, nas comunidades. Eu moro em Periperi, onde o carro do pai de Duda Sanches [o deputado estadual Alan Sanches, do UB] fica. Tenho credibilidade para dizer que as urnas darão a resposta", disse a agente de saúde.
O vereador Kiki Bispo (UB), em questão de ordem, pediu que o presidente da Casa e da sessão, Geraldo Jr (MDB), pedisse que a agente de saúde respeitasse os vereadores. Após a confusão, o vereador Luiz Carlos (Republicanos) pediu verificação de quórum.
Em nova divergência, os governistas disseram que havia apenas 8 vereadores presentes no plenário, mas, ainda assim, o presidente Geraldo Jr manteve a continuidade da sessão. Segundo ele, o quórum mínimo de 14 vereadores foi alcançado devido ao registro de presença remoto de outros edis.
No momento de comentários às falas dos agentes que falaram na Tribuna Popular, Kiki Bispo disse que os vereadores deveriam permanecer no diálogo que o prefeito Bruno Reis realizou com cinco representantes da categoria, por quase 4 horas, na última sexta-feira (19).
"Os agente de saúde e de endemia não podem estar servindo de massa no manobra a serviço de A ou B", disse Kiki Bispo. Um dos vereadores de oposição a discursar foi Henrique Carballal (PDT), que disse aos membros do governo que "não queiram fazer papel de ingênuos, que essa categoria [dos agentes de endemia] não é".
Carballal defendeu a legalidade da derrubada do veto de Bruno Reis, o que é contestado por governistas.
