Marcelo Millet quer reduzir jornada de trabalho e valorizar médicos
Por G1/Bahia
27/08/2022 às 17:30
Foto: Karine Simões/G1

O candidato pelo PCO ao Governo da Bahia Marcelo Millet afirmou, neste sábado (27), que pretende "dissolver" a Polícia Militar e implantar um sistema de segurança pública baseado em conselhos populares que seriam implantados nos bairros. Além disso, defende a criação de comitês de autodefesa que permitam que os trabalhadores comprem armas para a própria defesa.
"Todo trabalhador tem o direito de se armar, mas é lógico, aquele que não quiser se armar, é um direito dele. Isso é democracia, você pode ter o direito de se armar, fazer a autodefesa", comentou.
Para o candidato, o sistema de segurança atual não permite a presença massiva da polícia nas diversas localidades. Para combater a violência, conselhos populares seriam formados por moradores dos bairros, que seriam escolhidos nas próprias localidades e teriam o apoio do Estado.
Millet deu as declarações em entrevista ao Podcast Eu Te Explico, transmitida ao vivo diretamente do estúdio da Central de Eleições da Rede Bahia. Essa foi a última de uma série de entrevistas com candidatos ao Palácio de Ondina.
Marcelo Millet defende que a população tenha maior participação na apuração dos votos durante uma eleição. Para isso, acredita ser necessário que o sistema eleitoral não fique concentrado apenas nos órgãos oficiais, e sim, que a comunidade tenha acesso ao sistema de apuração.
"Não questionamos as urnas, mas queremos que a população participe da apuração", assinalou.
Redução da jornada de trabalho
O candidato do PCO também critica as amplas jornadas de trabalho. Ele defende que seja de, no mínimo, sete horas por dia, com aumento emergencial 50% em todos os salários, além de reposição integral de 100% de perdas salariais.
Marcelo Millet ainda prometeu que vai defender a melhoria da qualidade de vida do trabalhador com a redução da jornada de trabalho. Para isso, pretende contar com investimentos atrelados aos lucros com empresas que serão 100% estatizadas, como a Petrobras.
"A gente defende a estatização da Petrobras em 100%. Esse dinheiro será investido e somos a favor de revogar todos os ataques ao trabalhador que vem de 2016 pra cá, como a Lei Trabalhista e a reforma da previdência. Houve um confisco de servidores municipais, estaduais e federais e têm que restituir. O trabalhador tem que ser prioridade no governo operário e não o parlamento, o Estado".
Investimento na saúde e valorização dos profissionais
O candidato defende que a participação do Estado no sistema de saúde seja mais amplo.
"O maior investimento tem que ser do Estado. Vemos que há um desmonte na nossa economia não apenas pela corrupção. Muitos médicos não aderem à rede pública, fogem dos planos de saúde mais barato porque não tem a valorização, assim como com os professores. Não se pode medir esforços para a saúde".
