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Geraldo Jr ameaça 'tomar providências para o crime de prevaricação' se Décio Martins faltar a convocação
Geraldo Jr ameaça 'tomar providências para o crime de prevaricação' se Décio Martins faltar a convocação
Por Redação
02/08/2022 às 16:04
Atualizado em 02/08/2022 às 16:06
Foto: Reprodução / Facebook

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr (MDB), durante a sessão ordinária em que seriam votados os vetos do prefeito Bruno Reis (União Brasil) ao projeto de lei que instituiu reajuste aos servidores municipais e a devolução da LDO de 2023, ameaçou "tomar providências para o crime de prevaricação" se o secretário municipal da Saúde, Décio Martins, não for à convocação para explicar supostas irregularidades em contratos realizados pela pasta da qual é titular.
O secretário foi convocado para esclarecer um suposto favorecimento da contratação do Instituto de Saúde e Cidadania (Isac), que administra o 16º Centro de Urgência Maria Conceição Santiago Imbassahy. As denúncias foram apresentadas pelo vereador Carlos Muniz (PTB). "Vou aguardar ele às 16h30. Se assim não fizer, vou restabelecer uma nova convocação e, se assim não fizer [novamente], vou tomar as providências para o crime de prevaricação", disse Geraldo Júnior, que se referiu a Carlos Muniz (PTB), autor das denúncias, como "atento vereador".
Geraldo Jr afirmou ainda que tinha com ele as decisões sobre duas ações que, conforme anunciou, foram movidas pelo vereador Claudio Tinoco (União). "Agradeço à decência do Judiciário baiano que indeferiu liminarmente a suspenção da convocação", disse o emedebista, que ironizou o colega de Casa. Segundo ele, Tinoco tem se servido de expedientes jurídicos, mas tem perdido as ações. "Tem feito litígio por questões que deveriam ser resolvidas internamente".
Sobre a convocação, Geraldo Jr disse que o secretário Décio Martins terá "garantia de palavra, do tempo necessário, do contraditório, de respeitabilidade. Esse presidente garantirá isso, sem interferências externas ou qualquer falta de respeito". O prefeito Bruno Reis já havia afirmado que o secretário não compareceria à convocação.
Vetos
A sessão ordinária acabou caindo por falta de quórum, pois os vereadores da base do prefeito não compareceram e os vetos do prefeito ao projeto de reajuste não foram votados. Geraldo Júnior também reagiu: "Um verdadeiro absurdo com esses pais e mães de família. Fica aqui a minha insatisfação, da oposição e da base independente. O golpe e os jabutis estão aqui, na reabertura dos trabalhos", disse o presidente da Casa.
"Estou fazendo um apelo aos vereadores da base do governo: essas famílias precisam do apoio dos vereadores desta casa. Eu não quero acreditar que essa retaliação aos agentes de saúde, seja por conta da convocação do secretário Décio", disse Geraldo.
