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Encontro no Ministério Público da Bahia discute boas práticas em acordo de não persecução penal

Encontro no Ministério Público da Bahia discute boas práticas em acordo de não persecução penal

Por Redação

25/08/2022 às 17:39

Atualizado em 25/08/2022 às 17:39

Foto: Divulgação

Encontro discute ANPP na Bahia

Boas práticas para a efetivação do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) na Bahia foram apresentadas e discutidas durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira (25), na sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador, com a presença da procuradora-geral de Justiça da Bahia e presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Norma Cavalcanti, e da procuradora-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios Fabiana Costa, presidente do Grupo Nacional de Coordenadores de Centro de Apoio Criminal (GNCCRIM) do Conselho.

“Esse encontro surgiu a partir de uma das metas do GNCCRIM com a publicação do Pacote Anticrime. Nosso objetivo é que possamos trocar informações a partir de experiências locais”, afirmou Fabiana Costa. Ela destacou que o Grupo visitará estados em todas as regiões do país com o intuito de discutir os avanços e dificuldades em relação à aplicação desse instrumento. Na ocasião, ela divulgou a abertura das inscrições para o “Prêmio ANPP”, que está sendo organizado pelo CNPG para estimular e disseminar boas práticas de ramos e unidades do Ministério Público brasileiro, membros, servidores e instituições parceiras. As inscrições estão abertas até o próximo dia 7 de outubro e podem ser realizadas por meio do preenchimento de formulário, que deve ser encaminhado para o endereço [email protected], junto com eventual material descritivo da iniciativa.

“O ANPP é um importante instrumento e, quando bem aplicado, potencializa a resolutividade para responsabilização dos criminosos e reparação às vítimas e à sociedade dos prejuízos causados pela conduta criminosa. Com ele, temos a possibilidade de ampliar a esfera de atuação da Justiça consensual que busca a resolução de conflitos no âmbito criminal com resultados mais efetivos, rápidos e satisfatórios, nem sempre alcançados em todo o processo da persecução penal”, destacou a chefe do MP baiano, Norma Cavalcanti. Também estiveram presentes na mesa de abertura a secretária-executiva do GNCCRIM/CNPG, Selma Leão Godoy; e do MP da Bahia, a procuradora-geral de Justiça Adjunta Wanda Valbiraci; a corregedora-geral, procuradora de Justiça Cleonice de Souza Lima; o chefe de gabinete, promotor de Justiça Pedro Maia e o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), promotor de Justiça Luís Alberto Pereira.

De acordo com o artigo 28-A do Código de Processo Penal, o Ministério Público deve avaliar os requisitos para o oferecimento do ANPP ao investigado, incluindo confissão formal e circunstanciada, infração penal sem violência ou grave ameaça, além da pena mínima inferior a quatro anos. “A Bahia é reconhecida nacionalmente como um dos estados que estimulam a persecução penal, que foi instituída pela lei conhecida como Pacote Anticrime”, ressaltou a presidente do GNCCRIM, Fabiana Costa. As iniciativas do MP baiano na área foram apresentadas pelo coordenador do Ceosp Luís Alberto Pereira. “O GNCCRIM tem uma grande relevância para nós, porque a partir das discussões do Grupo trouxemos muitas ideias e entendimentos de atuação”, afirmou o promotor. Ele falou sobre a edição em janeiro de 2020 de um manual de orientações para os membros e das Informações Técnico-Jurídicas nº 01/2020 e 1/2021, que foram elaboradas junto com a Corregedoria em 2021. Outra iniciativa do MP baiano foi a elaboração de um fluxo a ser seguido pelos promotores de Justiça, que foi elaborado pelo Centro de Apoio Operacional (Caocrim) com o apoio da Gestão Estratégica (CGE).

Durante o encontro, a promotora de Justiça Karinny Peixoto apresentou os objetivos do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (Nupia), que presta auxílio aos procuradores e promotores de Justiça na busca por aperfeiçoamento da atuação dos órgãos de execução quanto à autocomposição e desenvolvimento de técnicas negociais que aumentam a probabilidade de acordo. “Os promotores de Justiça são estimulados a planejar a negociação antes de ir para a mesa do ANPP. O planejamento é necessário para que tudo possa fluir em direção ao acordo”, afirmou. Também estiveram presentes na reunião os promotores de Justiça Lourival Miranda, coordenador da CGE; Fabrício Patury, coordenador da Comissão de Gestão da Informação (Cogi); e Rui Gomes Sanches Júnior.

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