Associação Comercial da Bahia reage a ação do Supremo contra empresários
Por Redação
25/08/2022 às 19:31
Atualizado em 25/08/2022 às 19:40
Foto: Divulgação/Arquivo

A Associação Comercial da Bahia (ACB) divulgou nota, nesta quinta-feira (25), em que critica o que a entidade chamou de “insegurança jurídica”, ao abordar a operação da Polícia Federal que teve como alvo, na última terça-feira (23), empresários que, segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teriam defendido um golpe de Estado no Brasil caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições do dia 2 de outubro.
“Quando um empresário formalmente estabelecido e cumpridor dos seus deveres sociais tem desrespeitados seus direitos legais, toda a classe empresarial sente os seus efeitos. Quando o peso da mão do estado viola o direito de empresários manifestarem suas preferências políticas, torna-se abusivo e abrem-se precedentes a impedir qualquer cidadão de livremente expressar o seu pensar”, diz trecho da nota.
Ainda segundo a ACB, “quando as instâncias judiciais, que devem ser as guardiãs dos nossos direitos constitucionais, ainda que com a melhor das intenções, acabam por criar um clima de tensão e exaltam a insensatez e a imprudência, podem levar o país a um grande desequilíbrio na sua ordem constitucional e afastam investimentos e promovem o que classificamos como autocanibalismo estatal”.
A entidade comercial finaliza a nota convocando a todos “para, de forma ordeira e dentro dos limites constitucionais, manifestarmos as nossas opiniões e indignação em relação às últimas ações da Corte Suprema contra empresários, reiterando a imprescindível participação de todos para a promoção de um ambiente harmônico e de segurança jurídica que garanta o desenvolvimento econômico e social da nossa nação”.
Clique aqui e leia na íntegra a nota da Associação Comercial da Bahia
