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PSB retira pré-candidatura de Beto Albuquerque e apoiará PT ao Governo do RS

PSB retira pré-candidatura de Beto Albuquerque e apoiará PT ao Governo do RS

Por Catia Seabra/Folhapress

27/07/2022 às 14:30

Foto: Reprodução/Facebook

O ex-deputado federal Beto Albuquerque

A cúpula petista foi informada nesta quarta-feira (27) da retirada da pré-candidatura do ex-deputado federal Beto Albuquerque ao Governo do Rio Grande do Sul.

Segundo relato da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), o PT ofereceu ao PSB a vice na chapa ao governo do estado, encabeçada pelo deputado estadual Edegar Pretto.

Ainda segundo esse informe, a candidatura de Beto não conta com o endosso da maioria do PSB.

Na terça-feira (26), Beto admitiu a hipótese de desistência. Mas disse que conversará amanhã com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sobre seu destino político. "Sem recursos, não vai", disse Beto, reconhecendo dificuldades materiais para sua campanha.

Ex-deputado, Beto disse ainda que não pretende voltar à Câmara dos Deputados. Ele também descartou sondagem para disputa ao Senado. O ex-governador Olívio Dutra deverá, então, concorrer ao Senado, oferecendo ao PSOL e PC do B um mandato coletivo, em que os titulares se revezam no cargo.

O PT adiou para a semana que vem debate sobre a montagem de palanque no Rio de Janeiro à espera de uma decisão do PSB estadual.

A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Carlos Siqueira desembarcou nesta quarta-feira no Rio com a missão de convencer o deputado federal Alessandro Molon (PSB) a abrir mão da candidatura ao Senado em favor de André Ceciliano (PT).

Ao dissuadir Molon, Siqueira pretende esvaziar o argumento de petistas que ameaçam abandonar o palanque de Marcelo Freixo ao Governo do Rio sob o pretexto de que seu partido, o PSB, desrespeitou o acordo pelo qual, dentro da chapa, a vaga ao Senado caberia ao PT.

Secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto é um dos que defendem a retirada de apoio a Freixo caso Molon mantenha sua candidatura ao Senado.

Tatto propõe que, nesse caso, o PT deixe a chapa encabeçada por Freixo e se alie ao candidato do PDT ao Governo do Rio, o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves. "Não aceitamos que Lula fique sem palanque. Se Molon descumprir o acordo, o PT se sentirá desobrigado de apoiar Freixo".

Nesta quarta-feira, Tatto submeteria essa proposta à executiva nacional do PT. Mas, informado por Gleisi, decidiu esperar. Segundo ele, o PSB pediu prazo até sexta-feira (29) para tua decisão final.

Embora uma ala minoritária do partido tenha até admitido a coexistência de dois postulantes ao Senado na coligação fluminense, Tatto quer que a cúpula aprove uma resolução afirmando que o PT deixará a aliança se Molon mantiver sua candidatura.

Diferentemente do PT, o estatuto do PSB não prevê a hipótese de intervenção caso os diretórios estaduais desobedeçam a decisões nacionais. Mas, além dos riscos à candidatura de Freixo, Siqueira teria outros argumentos para persuadir Molon a abrir mão da briga —entre eles, o boicote material à campanha.

Apoiado por Lula, Ceciliano, que é presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), tem bom trânsito com o governador do Rio, o bolsonarista Cláudio Castro (PL). A participação em atividades ao lado do governador tem alimentado desconfianças dentro do PSB.

Dizendo acreditar no sucesso de um acordo com o PSB, Tatto rebate: "Vai querer que ele [Ceciliano] faça campanha para o Freixo, se o PSB não faz campanha para ele?"

Gleisi, por sua vez, defende a manutenção da aliança com o PSB do Rio. Ela afirma que as candidaturas de Ceciliano e Freixo são complementares. Segundo a presidente, o pessebista tem fortes chances de chegar ao segundo turno. Na opinião dela, uma ruptura seria ruim.

"Temos um compromisso nacional com o PSB. A gente não sai desmontando as coisas assim. Mas queremos que o PSB cumpra o que prometeu. O compromisso nacional é com o PSB e do PSB é conosco também. Então o problema está com eles agora para ser resolvido. Eles que têm que resolver", diz.

De acordo com dirigentes do PT, o Rio de Janeiro se tornou uma das fontes de preocupação da campanha de Lula à Presidência.

Foi detectada uma reação do presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado, que é seu domicílio eleitoral. Na avaliação de petistas, o impulso do atual mandatário deve ser detido no intuito de evitar o segundo turno, garantindo uma vitória do ex-presidente já na primeira rodada do pleito.

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