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PEC que amplia idade máxima para entrada de ministros no STF avança no Senado

PEC que amplia idade máxima para entrada de ministros no STF avança no Senado

Por Renato Machado, Folhapress

04/05/2022 às 13:37

Foto: Alan Marques/Folhapress/Arquivo

Prédio do STF com a estátua da Justiça

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) uma proposta de emenda à Constituição que aumenta para 70 anos a idade máxima para indicações de ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal) e outros tribunais superiores.

A proposta foi aprovada de maneira simbólica pelos senadores membros da comissão e agora precisa ser votada pelo plenário da Casa, antes de ser promulgada.

A PEC eleva de 65 para 70 anos a idade máxima para indicações de ministros do STF e também do STJ (Superior Tribunal de Justiça), do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e juízes dos TRFs (Tribunais Regionais Federais) e TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho), além dos ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e dos ministros civis do STM (Superior Tribunal Militar).

No caso dos ministros civis do STM, a Constituição atualmente não estabelece um teto máximo de idade.

Oficialmente, os parlamentares apontam que ela virá para adequar a norma vigente para a nova realidade das indicações, que foram modificadas em 2015 com a aprovação da chamada PEC da Bengala. Na ocasião, uma PEC elevou a aposentadoria obrigatória na cúpula do Judiciário de 70 para 75 anos.

"Entendemos que deve ser mantida a lógica anterior de que era possível ao Estado indicar pessoas até cinco anos antes de sua aposentadoria compulsória para o desempenho de funções relevantes no STF, STJ, TST, TRFs, TRTs e TCU e se valer de seu conhecimento e experiência acumulados". afirma o texto do relator Weverton Rocha (PDT-MA).

"Assim, para preservar essa lógica, firme no argumento que sustenta a plena capacidade dos agentes públicos nos cinco anos anteriores à aposentadoria compulsória, a PEC nº 32, de 2021, propõe a elevação da idade máxima de ingresso de 65 para 70 anos", completa.

Como a Folha mostrou em agosto do ano passado, a PEC foi resultado de uma articulação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Nos bastidores, a iniciativa foi vista como uma forma de viabilizar a indicação ao STF de nomes que já completaram ou estão prestes a fazer 65 anos, o que beneficiaria alguns aliados.

Embora próximo do governo, o presidente da Câmara sempre trabalhou contra a indicação do ex-advogado-geral da União André Mendonça para o STF e torcia por Humberto Martins, presidente do STJ, que completa 65 anos em outubro deste ano.

A proposta teve uma tramitação considerada rápida na Câmara dos Deputados. A proposta teve a admissibilidade aprovada na CCJ daquela Casa legislativa em novembro do ano passado. No mês seguinte, Lira autorizou a instalação da comissão especial para discutir o assunto, que se reuniu apenas quatro vezes e aprovou o relatório. A PEC foi aprovada pelo plenário em fevereiro.

O relator na CCJ do Senado não propôs alterações no texto aprovado pela Câmara. Se essa situação se mantiver na análise pelo plenário, a proposta pode ser enviada direto para a promulgação após aprovada.

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