Governador bolsonarista abriga aliados de candidato do PT ao Senado no Rio
Por Estadão
30/05/2022 às 08:09
Atualizado em 30/05/2022 às 08:09
Foto: Rafael Campos/Governo RJ/Arquivo

Um dos pivôs da divergência entre PT e PSB no Rio, o candidato ao Senado André Ceciliano (PT) mantém aliados na gestão do governador bolsonarista Cláudio Castro (PL), que disputa a reeleição com apoio do Palácio do Planalto.
O secretário de Obras, Rogério Brandi, foi indicado pelo seu antecessor, o deputado estadual Max Lemos (PROS), cabo eleitoral do petista no Estado. Em 27 de abril, durante evento em Paracambi, reduto eleitoral de Ceciliano, Lemos anunciou obras ao lado do governador e do atual secretário.
Nas redes, disse que o Rio “vive um novo momento, fruto do trabalho de Cláudio Castro em parceria com André Ceciliano”.
A secretária de Cultura, Danielle Barros, é irmã do deputado federal Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), um dos chefes do bloco batizado de Castro-Lula, que prega a aliança velada do governador bolsonarista com o PT.
Em 29 de abril, Danielle anunciou investimento de R$ 6 milhões na revitalização do Centro Histórico de Vassouras, cujo prefeito, Severino Dias (União), participou do lançamento da pré-candidatura de Ceciliano, no dia seguinte.
À Coluna, Ceciliano negou ter ligação com Danielle e disse que não conhece Brandi. Já o secretário de Obras afirmou que tem uma “relação de amizade de anos” com o petista e que “por conta disso, tem procurado atender a todos os pleitos do parlamento estadual”. Procurada, Danielle não se manifestou.
A aproximação de Ceciliano e Castro incomoda Marcelo Freixo (PSB), que conta com o apoio do PT. Já entre petistas a leitura é a de que o elo com Castro amplia o eleitorado de Lula no Rio para além da esquerda, o que não é um mau negócio.
As informações são da Coluna do Estadão.
