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Europa vai deixar de exigir máscaras em aeroportos e aviões a partir de segunda-feira
Europa vai deixar de exigir máscaras em aeroportos e aviões a partir de segunda-feira
Por Folhapress
11/05/2022 às 17:15
Atualizado em 11/05/2022 às 17:15
Foto: Stephane de Sakutin/AFP

A União Europeia deixará de exigir o uso obrigatório de máscaras em aviões e aeroportos a partir desta segunda-feira (16), informou a agência de segurança da aviação do bloco nesta quarta (11).
Patrick Ky, diretor executivo da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), afirmou em um comunicado que a medida é "um grande passo para a normalização do transporte aéreo".
Ky salientou, no entanto, que a máscara continua a ser uma das melhores formas de proteção contra a transmissão da Covid, sobretudo para pessoas vulneráveis, e que "um passageiro que estiver tossindo ou espirrando deve considerar usar uma máscara para tranquilizar os que estão sentados nas proximidades".
A AESA afirma que as regras sobre o tema "continuarão a evoluir após esta data, dependendo das companhias aéreas" e que as empresas do setor devem adotar uma estratégia "pragmática".
Por exemplo, o uso de máscara será recomendado para voos com origem ou destino em lugares que exigem seu uso no transporte público. "Os passageiros devem se comportar com responsabilidade e respeitar as decisões daqueles que os rodeiam", afirma o texto.
A IATA, principal associação de companhias aéreas do mundo, celebrou o novo protocolo e afirmou que dá aos viajantes "a liberdade de escolher se levam ou não uma máscara", indicou Willie Walsh, seu diretor-geral.
Os passageiros "podem viajar tranquilos sabendo que muitas das características da cabine do avião, como a alta frequência com que o ar é trocado e os filtros de alta eficiência, fazem deste um dos lugares mais seguros", afirmou.
A IATA admitiu, porém, que no contexto internacional o quadro é mais complexo.
"Embora o protocolo europeu entre em vigor na próxima semana, não há uma estratégia global consistente em relação ao uso de máscaras a bordo de aeronaves", disse Walsh.
NOS EUA, JUÍZA SUSPENDEU MÁSCARAS EM VOOS
Nos EUA, o fim da obrigatoriedade do uso das máscaras em voos e em outros meios de transporte por uma decisão judicial gerou um intenso debate no mês passado.
No dia 18 de abril, uma juíza federal anulou a decisão do governo de continuar exigindo o uso das máscaras no transporte público, inclusive aéreo, levando a Administração de Segurança dos Transportes (TSA, na sigla em inglês) a suspender a exigência. A magistrada argumentou que as autoridades de saúde estavam excedendo suas atribuições ao tornarem o acessório de proteção obrigatório.
Na mesma noite, as principais companhias aéreas –que exigem as máscaras, em sua maioria, desde o começo de 2020– mudaram suas regras, e a empresa ferroviária Amtrak seguiu o exemplo.
O Departamento de Justiça afirmou que recorreria da decisão, mas até agora não contestou a ação. O prazo para fazer a apelação expira em 31 de maio.
Na última semana, os (Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, ligados ao governo, recomendaram que os viajantes continuem a usar máscaras em aviões, trens e aeroportos. Viajantes ouvidos pela Reuters, porém, disseram que 10% ou menos dos passageiros estavam usando máscaras em seus voos.
Ao longo da pandemia, a obrigatoriedade da máscara tem sido uma questão especialmente controversa nos aviões, com funcionários das companhias aéreas tendo enfrentado a relutância de muitos passageiros, alguns até violentos.
A agência responsável pela segurança do transporte aéreo nos Estados Unidos, a FAA, registrou 744 incidentes relacionados ao uso de máscaras desde o início do ano.
"Há um suspiro de alívio absoluto de nossas equipes, mas também há pessoas que estão realmente preocupadas", disse a presidente da associação de tripulantes de voo CWA, Sara Nelson, à imprensa americana, na época da decisão judicial. Ela disse que o sindicato não se posicionaria sobre o assunto, já que seus membros estavam divididos.
