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Bolsonaro afirma que há mais 'para acontecer' na Petrobras

Bolsonaro afirma que há mais 'para acontecer' na Petrobras

Por Marianna Holanda/Matheus Teixeira/Folhapress

16/05/2022 às 18:00

Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (16), mais uma vez, a política de preços da Petrobras. Ele disse que o estatuto não está acima da Constituição e sinalizou mudanças na estatal.

Na semana passada, o presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, realizou o primeiro reajuste do diesel de sua gestão, desagradando o chefe do Executivo.

"Todo mundo tem que colaborar, não é ganhar mais dinheiro na crise. É o que infelizmente alguns setores fazem, como a própria Petrobras. 'Ah tem o estatuto'. Estatuto está acima da lei, não está acima da Constituição. Então, tem o fim social da empresa", disse Bolsonaro a apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada.

O estatuto regulamenta como funcionará a companhia e estabelece conselho de administração, entre outras diretrizes.

Em seu terceiro parágrafo, determina que as atividades econômicas da companhia devem ocorrer "em caráter de livre competição com outras empresas, segundo as condições de mercado".

O presidente já evocou antes o "fim social" da empresa, e criticou a política de preços da Petrobras, que motivou a troca no comando há cerca de um mês. Coelho já é o terceiro executivo desde que Bolsonaro assumiu o governo.

Ele já classificou como "estupro" aumento no preço da gasolina. Nesta segunda-feira, disse não ser possível lucro de 30% da Petrobras e, sem detalhar, indicou que vai intervir.

"Com toda certeza vamos entrar na Petrobras nessas questões também. Não é possível uma petrolífera dar 30% de lucro enquanto as outras, no máximo 15%, para atender interesse não sei de quem", afirmou.

"Tem mais coisa pra acontecer na questão da Petrobras. Já sabem o que está acontecendo. Não vou entrar em detalhes, está sempre fazendo alguma coisa para buscar alternativa".

O aumento do preço médio do diesel de 8,87% nas refinarias da Petrobras. A alta era esperada pelo mercado, diante da escalada das cotações internacionais nas últimas semanas, mas isso não impediu a irritação de Bolsonaro.

No governo, foi considerado um agravante o fato de o reajuste ter sido anunciado quatro dias depois da divulgação de um lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022. O resultado, divulgado na quinta-feira (5), foi o terceiro melhor da história da companhia.

Dois dias depois de a estatal ter anunciado o reajuste, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, deixou a pasta. A troca deixou Coelho fragilizado frente à Petrobras.

Segundo relatos, há dois principais motivos para a situação delicada: além de ter perdido seu padrinho político, Coelho despertou a antipatia do presidente Jair Bolsonaro (PL) após anunciar um novo reajuste do preço do diesel.

Pesa a favor de Coelho, contudo, o fato de que uma nova troca no comando da estatal poderia trazer mais desgaste para a Petrobras e para o governo.

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