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Ao justificar rompimento com Roma, Neto diz que recusou ser ministro em 2020

Ao justificar rompimento com Roma, Neto diz que recusou ser ministro em 2020

Por Davi Lemos

25/05/2022 às 11:35

Atualizado em 25/05/2022 às 14:07

Foto: Reprodução / YouTube / Arquivo

ACM Neto

Ao explicar o rompimento com o deputado federal João Roma (PL), quando o ex-aliado aceitou assumir o Ministério da Cidadania, ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, disse que recusou um convite para ocupar ministério no governo Bolsonaro após concluir seu segundo mandato como prefeito de Salvador.

"Fui sondado, no final de 2020, quando estava deixando a Prefeitura, para ser ministro de estado e não aceitei. Nunca indiquei ninguém para o governo federal exatamente para ter liberdade e autonomia para criticar, para tomar as minhas posições, pra avançar nas minhas convicções políticas", disse ACM Neto, durante sabatina no UOL/Folha de São Paulo, realizada na manhã desta quarta-feira (25).

Neto disse que a decisão de João Roma de assumir o ministério interrompeu uma amizade de 20 anos. "Há vinte anos atrás, de lá para cá, nós construímos uma amizade pessoal. Eu sou padrinho de casamento dele, padrinho da filha dele. João Roma dividiu o apartamento comigo em Brasília durante os dez anos em que eu fui deputado federal. Então, não se trata de cinco anos como o meu chefe de gabinete [na Prefeitura de Salvador]. Se trata de uma vida ao meu lado, de uma relação pessoal que, infelizmente, foi interrompida pela decisão que o deputado João Roma teve de assumir uma posição do ministério da Cidadania", contou.

O ex-prefeito avaliou que o maior desgaste nesse episódio foi pessoal, mas esquivou-se de dizer se se sentiu traído por Roma, atualmente pré-candidato ao governo estadual. "Os eleitores da Bahia vão ter oportunidade de fazer esse julgamento em outubro desse ano com absoluta certeza", disse. Neto disse que o rompimento com Roma não trouxe nenhuma sequela política ou profissional, pois ele disse estar acostumado "a ver esse tipo de postura das pessoas", mas ressaltou sequelas pessoais.

"Realmente, se você me perguntar, Neto, por que que essa história apertou o seu coração e lhe doeu? Foi na questão pessoal, foi pela relação que nós sempre tivemos, pela amizade que compartilhamos, pela confiança que nutríamos um no outro. Agora honestamente eu não quero e não vou ficar preso a isso", disse o ex-prefeito, ao salientar que não guarda mágoa ou rancor do episódio. "Então, honestamente, quem vai fazer o julgamento das coisas é o eleitor", comentou.

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