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Temer advoga para causa bilionária de empresa de iluminação

Temer advoga para causa bilionária de empresa de iluminação

Por Mônica Bergamo, Folhapress

13/04/2022 às 15:16

Atualizado em 13/04/2022 às 16:27

Foto: Alan Santos/PR/Arquivo

Ex-presidente Michel Temer (MDB-SP)

O ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) foi contratado para advogar para uma empresa que pretende assumir o contrato bilionário de iluminação pública da cidade de São Paulo.

O consórcio Walks, que agora será defendido por Temer, disputou em 2018 a licitação pública que definiria a empresa que formaria a parceria público-privada (PPP) para a iluminação pública da cidade.

O contrato era de R$ 6,9 bilhões e teria validade de 20 anos.

O grupo, no entanto, foi excluído do processo porque uma das empresas que participavam dele, a Quaatro, era controladora da construtora Alumini, declarada inidônea depois de ser investigada na Operação Lava Jato.

O vencedor foi o consórcio FM Rodrigues/CLD, que criou uma empresa, a Iluminação Paulistana, que assumiu o contrato.

O caso foi parar na Justiça e é hoje discutido no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o ex-presidente tem amplo trânsito. Temer é também correligionário do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Ambos são do MDB.

O advogado Mauro Pedroso Gonçalves, que já representava o consórcio Walks, diz que Temer atuará no âmbito estritamente judicial, sem a possibilidade de fazer lobby pela reversão da decisão.

"Obviamente ele tem peso político, mas é também professor de Direito constitucional e tem conhecimento sobre questões de legalidade e moralidade", afirma o defensor.

"Ele tem também ligação com a cidade de São Paulo. Nós o procuramos, apresentamos os nossos argumentos. Ele entendeu, concordou e aceitou entrar na causa", segue.

Gonçalves diz que Temer o alertou de que a contratação teria repercussão na imprensa, como tudo o que envolve ex-presidentes da República. "Ele nos avisou", diz.

O consórcio Walks alega que é o vencedor da licitação, já que sua proposta era R$ 1,4 bilhões mais barata, ao longo dos 20 anos de contrato, do que a do grupo vencedor.

Em dezembro de 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acabou anulando a concorrência, mas prevendo que os serviços essenciais de iluminação deveriam ser preservados.

O grupo não concordou com a decisão, já que sua pretensão era ser declarado vencedor.

O consórcio FM Rodrigues/CLD, que assumiu ao negócio, também divergiu. Recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e conseguiu, por meio de liminar, reverter a decisão do tribunal paulista.

O caso segue em discussão na Corte.

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