População brasileira compromete metade do salário com alta da cesta básica
Por Redação
19/04/2022 às 19:00
Atualizado em 19/04/2022 às 19:56
Foto: Divulgação

Segundo a última pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo da cesta básica de alimentos teve aumento em todas as capitais brasileiras. Os produtos que contribuíram para esse acréscimo foram carne bovina, tomate, pão francês, açúcar, óleo e café.
Considerando o valor do salário mínimo em R$1.121,10, depois dos descontos previdenciários, o comprometimento da renda dos trabalhadores e trabalhadores chega a R$ 713,86, em São Paulo, e R$ 540,01 em Salvador.
Nos três últimos anos a cesta básica subiu em média 150%. Essa alta representa o dobro da inflação acumulada no período, de 21,5%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor amplo).
O deputado federal e líder da oposição no Congresso, Afonso Florence (PT), falou em plenário nesta terça-feira (19) sobre a responsabilidade da política econômica de Jair Bolsonaro (PL) pela situação a que a população está submetida.
“Estamos em crise econômica, com queda na renda e no trabalho, somado com essa ausência de políticas internas de manutenção dos preços dos alimentos está levando o povo ao limite com a carestia dos alimentos e o baixo poder de compra dos salários”, declarou.
O feijão subiu de preço em todas as capitais. Na capital mineira o feijão carioquinha chegou a elevar 10,14%. O feijão preto teve elevação de 7,25% no Rio de Janeiro. Café subiu em 16 capitais, tendo as maiores altas em Goiânia (7,77%), Vitória (5,38%), Aracaju (5,02%) e Brasília (4,99%), e o óleo de soja aumentou em 15 capitais, sendo a maior alta em Curitiba (2,98%).
