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'Prefeitura não prioriza Salvador e todo ano chuvas causam estragos graves', denuncia Marta Rodrigues
'Prefeitura não prioriza Salvador e todo ano chuvas causam estragos graves', denuncia Marta Rodrigues
Por Redação
16/03/2022 às 12:54
Atualizado em 16/03/2022 às 13:58
Foto: Valdemiro Lopes/Arquivo/CMS

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e de Defesa da Democracia Makota Valdina, a vereadora Marta Rodrigues (PT), disse, nesta quarta-feira (16), que as chuvas mostraram, mais uma vez, a necessidade de maior investimento na Defesa Civil do município e de um plano diretor de encosta atualizado para manter a população soteropolitana em segurança.
“Choveu, a cidade fica em alerta e são várias ocorrências de risco. Moradores de diversas áreas periféricas ficam amedrontadas em suas casas, muitas em encostas sem contenção, o trânsito fica alagado, como mostra toda vez a imprensa, e a cidade corre o risco de parar. O problema é o mesmo e às vezes não é preciso nem chover muito para isso. É nítido que não é uma questão de prioridade”, criticou.
Segundo Marta, exemplo da inversão de prioridade pode ser vista na LOA aprovada ano passado. A lei previu para 2022, dentre diversas áreas, R$ 9 milhões para Defesa Civil, enquanto para Comunicação Institucional a previsão é de R$ 73,4 milhões. Em 2020, a previsão era maior para Defesa Civil era de R$ 10,6 milhões. “Ano após ano só diminui, mas as chuvas e os transtornos são os mesmos. Fica nítido que a gestão municipal não pensa como deveria na Defesa Civil e não coloca a água como nas políticas ambientais e urbanas. Não há sequer planejamento decente de micro e macrodrenagem ”.
Marta cobrou a efetivação da atualização do Plano Diretor de Encostas (PDE), este último datado de 2004, para que se tenha real noção das áreas de risco na cidade. “A Prefeitura só faz colocar geomantas na cidade, o que não causa total segurança e estraga facilmente. Quem tem protegido a cidade com a realização de encostas é o governo do Estado”.
“Diante da realidade que conhecemos, sempre que chove em Salvador são transtornos para toda a população, de todas as classes sociais, mas pior para a periferia, onde existem mais áreas de risco, de deslizamentos, alagamentos e desabamentos”, afirma.
