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Bahia prorroga ICMS reduzido para combustíveis e deixa de arrecadar R$ 897 milhões em 2022

Bahia prorroga ICMS reduzido para combustíveis e deixa de arrecadar R$ 897 milhões em 2022

Por Redação

26/03/2022 às 08:40

Atualizado em 26/03/2022 às 08:40

Foto: Carol Garcia/GOVBA/Arquivo

Posto de combustível

Após defender no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a continuidade da tributação reduzida sobre combustíveis, a Bahia já implementou a medida, de forma que diesel, gasolina, etanol e gás de cozinha continuarão pagando Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com base em valores congelados em 1º de novembro de 2021. No caso do diesel, o efeito da decisão foi manter por mais doze meses o valor congelado para cobrança. Para os demais combustíveis, a prorrogação do congelamento foi autorizada pelo Confaz por mais 90 dias, até 30 de junho.

De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), mesmo com o congelamento do ICMS nos últimos meses, os preços nas bombas seguiram aumentando em todo o país devido à política de preços dos combustíveis da Petrobras atrelada ao mercado internacional.

Por meio da Sefaz-Ba, a Bahia reitera o posicionamento do Comitê Nacional de Secretários da Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e Distrito Federal (Comsefaz) de que esta política precisa ser revista imediatamente.

Bahia tem perda de mais de R$ 800 milhões

Enquanto a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 106,6 bilhões em 2021, apenas a Bahia, de acordo com a Sefaz-BA, arcará com uma perda bruta de arrecadação de cerca de R$ 897 milhões entre abril e dezembro de 2022, em decorrência da prorrogação do congelamento do ICMS. O cálculo não inclui as perdas do período de janeiro a março nem aquelas decorrentes de uma eventual nova prorrogação para os congelamentos relativos à gasolina, ao etanol e ao gás de cozinha.

“A Petrobras, que gera a maior parte da sua produção em território brasileiro, com custos em reais, precisa explicar à população brasileira por que continua dolarizando os valores praticados para o consumo interno, o que tem resultado em forte pressão inflacionária”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

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