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Após filiação de Alckmin, PSB e PT buscam discurso de união em meio a disputas estaduais

Após filiação de Alckmin, PSB e PT buscam discurso de união em meio a disputas estaduais

Por Juliana Braga, Folhapress

23/03/2022 às 17:44

Atualizado em 23/03/2022 às 20:00

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Arquivo

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin em cerimônia de filiação ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), ao lado da presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann

Passados os atritos na tentativa de formar uma federação e com o ex-governador Geraldo Alckmin efetivamente filiado, lideranças do PSB e do PT fazem agora esforço para entoar um discurso de união e conciliação.

Lideranças das duas legendas reconhecem que ainda há pontas soltas nos estados e que as "cotoveladas" locais devem continuar pelo menos até 2 de abril, quando se encerra a janela partidária.

Mas afirmam ser necessário, como estratégia nacional, não deixar essas cicatrizes atrapalharem a unidade da militância e de seus quadros em torno da candidatura presidencial. O momento, defendem, é de pacificação.

Há resistências ainda no PT. Ex-dirigentes da sigla, como o deputado federal Rui Falcão (SP), já se manifestaram categoricamente contra a aliança. Parceiros históricos da legenda, como Guilherme Boulos, também são contrários. O PSOL, por exemplo, não esteve presente no ato de filiação desta quarta-feira (23).

Em sua fala durante o evento, Alckmin não economizou nos elogios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Temos que ter os olhos abertos para enxergar, a humildade para entender que ele [Lula] é hoje o que melhor interpreta o sentimento de esperança do povo. Ele representa a própria democracia porque ele é fruto da democracia", afirmou o ex-governador. Acrescentou ainda que Lula é quem vai reinserir o Brasil no cenário mundial e "alargar o horizonte do desenvolvimento econômico".

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, concorda com a necessidade de união e elogiou o tom do discurso do ex-governador. "Geraldo Alckmin sabe da responsabilidade que nós temos com o país neste momento", disse ao Painel.

Os obstáculos, no entanto, persistem. O evento desta quarta exaltou os pré-candidatos do PSB dos estados mais problemáticos. O presidente da legenda, Carlos Siqueira, fez questão de citar Márcio França como o próximo governador de São Paulo. Lá, o PT pretende lançar o ex-prefeito Fernando Haddad.

Também compareceu ao evento o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, candidato à reeleição, que pode enfrentar o senador Fabiano Contarato (PT).

Esteve lá ainda o ex-deputado Beto Albuquerque, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, posto também almejado pelo deputado estadual Edegar Pretto.

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