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"Puramente vontade de matar, covardia e apego à barbárie, que nem a morte faz parar", diz Ireuda Silva sobre assassinato de Moïse
"Puramente vontade de matar, covardia e apego à barbárie, que nem a morte faz parar", diz Ireuda Silva sobre assassinato de Moïse
Por Redação
05/02/2022 às 17:50
Atualizado em 06/02/2022 às 16:19
Foto: Divulgação

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), recebeu com um misto de tristeza e revolta o brutal assassinato do congolês Moïse Kabagambe, espancado até a morte na orla da Barra da Tijuca, apenas por cobrar um pagamento por trabalho atrasado. Para a republicana, o fato retrata uma sociedade doente, imersa no ódio, na intolerância e no racismo estrutural.
"Nada justifica nem explica tamanha selvageria. Nem que Moïse tivesse cometido um crime hediondo. Foi puramente vontade de matar, covardia e apego à barbárie. Além disso, não deixa de ser reflexo do racismo estrutural, que põe as pessoas negras em situações de constante vulnerabilidade. Por mais que os assassinos também sejam negros, e estejam igualmente sujeitos à violência racial sistêmica", diz Ireuda.
A republicana também viu com bons olhos os protestos contra esse crime bárbaro que se espalharam por diversas cidades, demonstrando que uma parcela significativa da população não é conivente com tanta desumanidade. "Mas me revoltou ainda mais que muitos daqueles manifestantes foram alvos de covardes ataques racistas. Foram chamados de macacos, de vagabundos. Para esses racistas de plantão, temos que ver pessoas negras sendo assassinadas e os demais ainda permanecerem calados", pontuou.
