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Jornal Folha de S.Paulo erra ao dizer que Moro usou mesma estratégia de defesa de Lula

Jornal Folha de S.Paulo erra ao dizer que Moro usou mesma estratégia de defesa de Lula

Por Folhapress

10/02/2022 às 21:30

Foto: Alex Silva/Estadão/Arquivo

O ex-juiz Sergio Moro

O jornal Folha de S.Paulo errou ao afirmar que a defesa do ex-juiz Sergio Moro usou a mesma estratégia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Lula (PT) na manifestação em que se opôs ao pedido de bloqueio de bens apresentado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que atua no Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Na peça enviada à corte de contas, os advogados citam que a solicitação de Furtado contra o ex-magistrado teve como fundamento a necessidade de apurar se Moro cometeu lawfare quando integrava o Poder Judiciário.

A reportagem inicial sobre o caso, por sua vez, dizia que o ex-juiz da Lava Jato e atual pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos acusava o subprocurador de ter usado lawfare.

O termo em inglês foi amplamente adotado por Lula contra Moro quando o então juiz conduzia processos criminais do petista e traduz situações em que a Justiça é aparelhada para perseguir alguém.

"Revolving door; lawfare e até mesmo uma inusitada perda de arrecadação tributária pela situação econômica da Odebrecht —causada pelo ex-juiz e não pelos episódios de corrupção já reconhecidos também por esta Corte de Contas— fundamentaram seus vários pedidos cautelares", escreveram os advogados de Moro sobre o pedido de Furtado.

O caso em curso no TCU apura a contratação do ex-juiz pela Alvarez & Marsal, que administra judicialmente a recuperação judicial de firmas que foram alvo da Lava Jato.

Moro nega que tenha havido conflito de interesses ou sonegação fiscal em seu contrato com a empresa.

Em live no dia 28 de janeiro, o ex-ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que recebeu ao menos R$ 3,7 milhões pelos serviços prestados para a consultoria americana, onde trabalhou de novembro de 2020 a outubro de 2021.

Após Moro revelar os valores pagos pela empresa, Furtado havia solicitado que a investigação sobre o assunto fosse arquivada. Depois, ele voltou atrás e afirmou que, após análise de fatos novos, diz acreditar que a apuração deve continuar.

"Revendo os fatos e diante dos nossos elementos analisados, entendo que a possibilidade de arquivamento processual se torna insubsistente", escreveu Furtado. O pedido do subprocurador-geral foi encaminhado para o ministro do TCU Bruno Dantas, relator do processo.

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