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Estados receberão doses para vacinar todas as crianças contra Covid até dia 15, diz Queiroga
Estados receberão doses para vacinar todas as crianças contra Covid até dia 15, diz Queiroga
Por Raquel Lopes/Folhapress
07/02/2022 às 10:24
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que até o dia 15 de fevereiro a pasta irá encaminhar aos estados doses suficientes para vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos com a primeira dose contra a Covid-19.
"Estamos trabalhando fortemente para antecipar as doses infantis para que os pais também exerçam o direito de vacinar os seus filhos. Até o dia 15 de fevereiro nós distribuiremos doses para vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos", disse a jornalistas na manhã desta segunda-feira (7).
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima que, em 2021, havia 20,4 milhões de pessoas de 5 a 11 anos. Dessa forma, o governo precisa enviar esse quantitativo para conseguir vacinar todas as crianças do país com primeira dose.
A vacinação infantil foi incluída na campanha nacional de vacinação em 5 de janeiro. Já a aplicação das doses teve início no dia 14 de janeiro. O menino indígena Davi Seremramiwe Xavante, 8, foi o primeiro imunizado, com doses pediátricas da Pfizer.
A previsão do governo é receber 20 milhões de doses da Pfizer pediátrica no primeiro trimestre, tendo a possibilidade de ampliação para mais 10 milhões.
O ministério incluiu no dia 21 de janeiro a Coronavac na campanha de vacinação contra a Covid-19 de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.
Além das doses já em estoque, a pasta pediu no mês passado a compra de 10 milhões de doses da vacina Coronavac ao Instituto Butantan para imunizar crianças contra a Covid-19.
A vacinação de crianças e adolescentes é tema sensível no governo Jair Bolsonaro (PL), pois o mandatário distorce dados e desestimula a imunização dos mais jovens. Ele chegou a ameaçar expor nomes de servidores da Anvisa que aprovaram o uso de vacinas da Pfizer em crianças.
Em nota divulgada no dia 8 de janeiro, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, rebateu insinuações de supostos interesses escusos da Anvisa na vacinação de crianças e cobrou retratação do presidente.
O uso da Coronavac no Brasil também se tornou tema de disputa entre Bolsonaro e o governador paulista João Doria (PSDB).
O presidente chegou a mandar cancelar a compra de 60 milhões de doses desta vacina e chamou o imunizante de "vacina chinesa do Doria".
